Na artroscopia radiocárpica de um punho com dor ulnar e ARUD instável, o disco da fibrocartilagem triangular parece íntegro e mantém tensão normal ao teste do trampolim, mas a tração com o gancho desloca sua borda ulnar em direção ao centro da articulação. Qual a lesão mais provável?
- Perfuração central degenerativa do disco, por impacto ulnocarpal
- Desinserção periférica restrita ao componente distal, ligado à estiloide e à cápsula ulnar
- Desinserção foveal isolada, do componente proximal do complexo
- Lesão completa, com desinserção dos componentes distal e proximal
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Conceito-chave
Dois andares na periferia da fibrocartilagem. A borda ulnar do complexo da fibrocartilagem triangular tem dois componentes. O distal se prende à estiloide e à cápsula ulnar e forma o "teto" que se vê na artroscopia radiocárpica. O proximal são as fibras profundas dos ligamentos radioulnares, que se inserem na fóvea da ulna e são as que realmente estabilizam a radioulnar distal. Uma lesão pode pegar um, o outro ou os dois, e a artroscopia radiocárpica precisa de testes para enxergar o andar de baixo.
Os dois testes de Atzei. O Green descreve: "O teste do trampolim é realizado com uma sonda para avaliar a tensão do TFCC. O teste é positivo quando o TFCC é macio e compatível e sugere uma ruptura periférica"; já "O teste do gancho é projetado para detectar avulsão foveal", com sensibilidade e especificidade de 90%, e "é positivo quando o TFCC pode ser puxado para cima e radialmente em direção ao centro da articulação radiocárpica" (cap. 17, p. 787). A ideia vem de Ruch: a sonda enganchada no recesso pré-estiloide só levanta o tecido se houver ruptura proximal (p. 765).
Como combinar. O resumo do cap. 14 organiza do jeito que a banca cobra: trampolim positivo e gancho negativo, lesão da porção superficial com a profunda íntegra; trampolim negativo e gancho positivo, lesão da porção profunda com a superficial íntegra (Resumo do cap. 14, seção de artroscopia). O Green, ao listar os três tipos de Atzei, diz que na ruptura isolada do componente distal o trampolim é positivo e o gancho negativo; na ruptura completa, os dois são positivos e a lesão distal é visível; e na ruptura isolada do componente proximal, os testes também são positivos, "mas a articulação ulnocarpal parece normal", e a confirmação vem pela artroscopia da radioulnar distal (cap. 17, p. 787).
Uma nota sobre a divergência. Na ruptura proximal isolada, o texto traduzido do Green chama os dois testes de positivos, enquanto o resumo descreve o trampolim negativo. Para esta questão a diferença não muda a resposta: o disco parece íntegro, o componente distal não mostra lesão e o gancho é positivo, e o único tipo que reúne isso é a desinserção foveal isolada. O Green também lembra que tensão reduzida, sozinha, não prova instabilidade (cap. 14, p. 571).
| Achado | Distal isolada | Proximal (foveal) isolada | Completa |
|---|---|---|---|
| Disco e periferia vistos de cima | Lesão visível | Parecem normais | Lesão visível |
| Teste do gancho | Negativo | Positivo | Positivo |
| Fonte | Green, cap. 17, p. 787 | Green, cap. 17, p. 787; Resumo do cap. 14 | Green, cap. 17, p. 787 |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 34 do SIMÃO 2026, que cobrou a interpretação dos testes do trampolim e do gancho na artroscopia da fibrocartilagem.
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