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Questão de Fibrocartilagem triangular e punho ulnar (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026)

Mão e punhoFibrocartilagem triangular e punho ulnarOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Tenista de 22 anos tem dor ulnar no punho duas semanas após uma queda. A articulação radioulnar distal é estável ao exame comparativo, as radiografias são normais e a RM mostra lesão traumática periférica isolada do complexo da fibrocartilagem triangular. Qual a conduta inicial?

  1. Imobilização por algumas semanas e reabilitação; cirurgia se a dor persistir ou surgir instabilidade
  2. Reparo artroscópico na primeira semana, porque a periferia só cicatriza com sutura precoce
  3. Osteotomia de encurtamento da ulna para descomprimir o complexo lesado
  4. Reconstrução foveal com enxerto tendíneo, pelo risco de instabilidade tardia
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Gabarito: A · Imobilização por algumas semanas e reabilitação; cirurgia se a dor persistir ou surgir instabilidade

Conceito-chave

A lesão periférica da fibrocartilagem. O complexo da fibrocartilagem triangular (FCT) tem um disco central, pouco vascularizado, e uma periferia, ligada à cápsula e à ulna, com irrigação melhor. As rupturas traumáticas periféricas, a classe 1B de Palmer, causam dor ulnar, e a dor localizada logo volar à estiloide da ulna é o sinal da fóvea (Green, cap. 14, p. 573). A pergunta decisiva é se a radioulnar distal está estável, porque a FCT é o seu principal estabilizador.

A conduta inicial, pelo Green. Como essas lesões podem progredir para uma lesão que desestabiliza a FCT e a radioulnar distal, "o tratamento inicial deve restringir as forças que atuam no TFCC por imobilização protetora acima do cotovelo por 4 a 6 semanas com o antebraço em rotação neutra", seguida da recuperação gradual do movimento e da força; "A maioria dessas lesões responde a medidas conservadoras, com indicação cirúrgica para sintomas persistentes ou evidência de instabilidade da ARRU" (cap. 14, p. 573). Quando operar, as rupturas sintomáticas completas podem ser reparadas por artroscopia, com sutura capsular ou transóssea (p. 573).

O que a artroscopia acrescenta. Ela é sensível para lesões traumáticas e para a degeneração central, mas as rupturas periféricas incompletas são mais difíceis de ver e de graduar; uma FCT frouxa ao toque, o efeito trampolim, sugere lesão, embora a tensão reduzida, sozinha, não prove instabilidade da radioulnar distal (Green, cap. 14, p. 571).

O caso. Atleta jovem, duas semanas de dor ulnar, radioulnar distal estável, radiografia normal e RM com lesão periférica isolada: imobilizar, reabilitar e reservar a cirurgia para dor persistente ou instabilidade.

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 30 do SIMÃO 2026, que cobrou a conduta inicial na lesão periférica traumática da fibrocartilagem com radioulnar distal estável.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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