Sobre o comportamento dos enxertos de pele na mão, qual afirmação é correta?
- A infecção é a causa mais comum de perda do enxerto; hematoma e seroma raramente interferem na integração
- Quanto mais derme o enxerto leva, menor a contração secundária e maior a durabilidade, à custa de maior exigência do leito
- O enxerto de pele parcial tem contração primária maior que o de pele total
- Por ser mais espesso, o enxerto de pele total integra melhor em leito pouco vascularizado, como osso sem periósteo
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Conceito-chave
O que muda com a espessura. A pele é epiderme fina sobre uma derme grossa; a epiderme é só cerca de 5% da espessura, e a derme é a estrutura que dá resistência (Green, cap. 44, p. 1702 e 1703). O enxerto de pele parcial leva a epiderme e parte da derme; o total leva a derme inteira. Quanto mais derme, mais o enxerto se parece com pele normal depois de cicatrizado, mas também mais ele exige do leito para sobreviver.
A contração da ferida. É na cicatrização que o enxerto fino perde. O Green relata os experimentos de Rudolph: o enxerto parcial não freia tanto a transformação de fibroblastos em miofibroblastos quanto o total, e "Quanto mais espesso o enxerto, menos proteína da matriz presente, o que se correlacionou bem com a extensão da contração da ferida que ocorreu" (cap. 44, p. 1703). Na palma queimada, o resultado clínico confirma: com enxerto total, mais da metade teve amplitude normal e um quarto precisou de nova cirurgia; com parcial, um quarto teve amplitude normal e dois terços precisaram de reconstrução (p. 1703). O resumo do capítulo organiza do mesmo jeito: parcial com maior tendência à retração; total com melhor proteção e resistência e menor chance de retração, à custa de integração mais lenta e menor pega (Resumo do cap. 44, seção de enxertos).
O que mata um enxerto. O enxerto vive primeiro do líquido do leito e depois dos capilares que crescem nele. O Green é enfático: "A mais potente de todas as barreiras é o sangue e um hematoma, que resultará em um enxerto morto mesmo na ausência de infecção" (cap. 44, p. 1704). A infecção também derruba a pega, sobretudo acima de 10.000 organismos por grama de tecido (p. 1703 e 1704). E o leito decide: "Grandes áreas de tendão nu, osso desnudado de periósteo e nervos e vasos em arco na ferida nunca devem ser cobertos com um enxerto"; só áreas muito pequenas de tendão exposto, com bom leito em volta, aceitam um enxerto total (p. 1708).
Duas contrações, em dois tempos. O capítulo não usa os nomes, mas a distinção ajuda a evitar a armadilha clássica: logo ao ser retirado, o enxerto encolhe pelo recuo das fibras elásticas da derme, e o total, que tem mais derme, encolhe mais; é a contração primária. Depois, na cicatrização, a ferida contrai por ação dos miofibroblastos, e aqui o parcial contrai mais; é a contração secundária, a que o Green descreve nos dados de Rudolph (p. 1703).
| Característica | Pele parcial | Pele total |
|---|---|---|
| Derme | Parte | Toda |
| Contração na cicatrização | Maior (Green, cap. 44, p. 1703) | Menor |
| Exigência do leito | Menor | Maior |
| Resistência e durabilidade | Menor | Maior (Resumo do cap. 44) |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 81 do SIMÃO 2026, que cobrou o comportamento dos enxertos de pele parcial e total na mão.
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