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Questão de Microcirurgia e retalhos livres (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026)

Mão e punhoMicrocirurgia e retalhos livresOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Qual é o limiar clássico de extensão do defeito ósseo a partir do qual se indica o enxerto ósseo vascularizado, e qual a área doadora mais usada para defeitos diafisários longos do antebraço, respectivamente?

  1. Acima de 2 a 3 cm; enxerto vascularizado pediculado do rádio distal dorsal
  2. Acima de 6 a 8 cm; côndilo femoral medial
  3. Acima de 6 a 8 cm; fíbula
  4. Somente acima de 15 cm; abaixo disso, enxerto convencional de crista ilíaca em qualquer leito
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Gabarito: C · Acima de 6 a 8 cm; fíbula

Conceito-chave

Por que o enxerto comum falha nos defeitos grandes. O enxerto ósseo convencional chega morto ao leito e precisa ser invadido por vasos e substituído por osso novo. No esponjoso isso acontece bem; no cortical, devagar e de forma incompleta, com enfraquecimento mecânico durante a revascularização (Green, cap. 46, p. 1788). Quanto maior o segmento, maior a chance de o enxerto não ser incorporado, fraturar ou reabsorver. O enxerto vascularizado chega vivo, com o seu próprio fluxo, e consolida como uma fratura.

O limiar clássico. O Green dá as duas faces do mesmo número. Para a maioria dos defeitos de menos de 6 cm, com leito e cobertura adequados e sem infecção, recomenda-se o autoenxerto esponjoso ou córtico-esponjoso convencional (cap. 46, p. 1788); "Para defeitos ósseos abaixo de 6 a 8 cm com tecidos moles normais, as técnicas convencionais continuam sendo o método de escolha" (p. 1789). E, do outro lado: "A transferência vascularizada é indicada em defeitos ósseos segmentares maiores que 6 a 8 cm devido a ressecção tumoral, perda óssea traumática, osteomielite ou pseudoartrose infectada" (p. 1789). Defeitos menores também podem receber osso vascularizado quando há falha biológica, como pseudoartrose persistente após enxerto convencional (p. 1789).

A área doadora para a diáfise. O livro é claro: "A fonte mais importante de enxertos vascularizados para grandes defeitos ósseos da extremidade superior (> 6-8 cm) é a fíbula" (Green, cap. 46, p. 1790). A crista ilíaca, historicamente usada, ficou como opção secundária por ser membranosa, curva e mecanicamente fraca (p. 1790). A fíbula é reta e longa, com 26 a 30 cm disponíveis, e adequada para as diáfises (p. 1791).

Opção vascularizadaOnde o Green a coloca (cap. 46)
FíbulaGrandes defeitos diafisários, acima de 6 a 8 cm (p. 1790 e 1791)
Rádio distal pediculadoDefeitos pequenos do carpo: pseudoartrose e necrose avascular (p. 1790)
Côndilo femoral medialSituações difíceis: escafoide, semilunar, clavícula (p. 1790)
Crista ilíacaHistórica; secundária para defeitos longos (p. 1790)

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 47 do SIMÃO 2026, que cobrou o limiar de tamanho do defeito para o osso vascularizado e a área doadora preferida.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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