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Questão de Retalhos e cobertura cutânea (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026)

Mão e punhoRetalhos e cobertura cutâneaOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Homem com perda volar da polpa do polegar de 1,5 cm, com exposição da falange distal e leito ungueal íntegro. Qual a opção adequada e por que ela é segura no polegar, respectivamente?

  1. Avanço volar de Moberg; a pele dorsal do polegar depende das artérias digitais volares, que o retalho preserva
  2. Avanço volar de Moberg; a pele dorsal do polegar tem suprimento próprio, e o retalho, levando os dois feixes neurovasculares, cobre defeitos de até cerca de 2 cm
  3. V-Y volar de Atasoy; é o retalho preferido para perdas de polpa acima de 1 cm com corte oblíquo volar
  4. Avanço volar de Moberg; cobre defeitos de até cerca de 4 cm, desde que a interfalângica fique em flexão permanente
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Gabarito: B · Avanço volar de Moberg; a pele dorsal do polegar tem suprimento próprio, e o retalho, levando os dois feixes neurovasculares, cobre defeitos de até cerca de 2 cm

Conceito-chave

O retalho que leva a polpa inteira para a frente. O retalho de MOBERG é um avanço volar: toda a pele palmar do polegar, com os dois feixes neurovasculares, é solta da bainha do flexor e puxada para cobrir a ponta. O Green o descreve como "um retalho bipediculado (baseado nos dois feixes neurovasculares do polegar)", elevado por duas incisões paralelas logo dorsais aos feixes, que são preservados (cap. 44, p. 1719). Por levar os nervos, a polpa nova é sensível; por levar as artérias, não depende de nada que fique para trás na pele palmar.

Por que é seguro no polegar e não nos dedos. Ao tirar as duas artérias digitais volares junto com o retalho, a pele dorsal perde o que lhe chegaria por elas. No polegar isso não é problema, e o Green explica o motivo: "Este retalho de avanço é seguro no polegar, pois o dorso é bem perfundido por ramos dorsais da artéria radial" (cap. 44, p. 1719). Nos dedos longos é diferente; o capítulo de amputações diz que o método "é apropriado apenas para o polegar", porque os dedos "não têm a circulação dorsal robusta em comparação com o polegar" (cap. 49, p. 1913). Mesmo no polegar, o livro recomenda preservar os ramos dorsais dos vasos digitais quando possível e lembra que base muito proximal ou tabagismo podem necrosar a pele dorsal distal (cap. 44, p. 1719).

Até onde ele vai. O capítulo de reconstrução do polegar dá o número: "Diz-se que defeitos de até 2 cm (cerca de metade do comprimento pulpar) podem ser cobertos com este retalho", com o custo frequente de contratura em flexão da interfalângica e unha em bico (cap. 48, p. 1850). O autor do capítulo de cobertura usa a mesma régua com outras palavras: perdas palmares de menos de dois terços da polpa são ideais para o Moberg (cap. 44, p. 1741). Um defeito de 1,5 cm, com osso exposto e leito ungueal íntegro, está dentro do alcance.

RetalhoIndicação no Green
MOBERG (avanço volar)Polegar, perda palmar até cerca de 2 cm, levando os dois feixes (cap. 48, p. 1850; cap. 44, p. 1719)
V-Y volar de ATASOYPonta com osso exposto, corte transversal ou oblíquo dorsal; contraindicado no oblíquo volar (cap. 49, p. 1911)

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 19 do SIMÃO 2026, que cobrou a indicação e a base anatômica do retalho de Moberg no polegar.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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