O retalho interósseo posterior de fluxo reverso, usado para cobrir o dorso da mão e a primeira comissura, sobrevive graças a qual conexão vascular?
- Anastomose, no antebraço distal perto da articulação radioulnar distal, entre o ramo dorsal da artéria interóssea anterior e a artéria interóssea posterior
- Ramo carpal dorsal da artéria radial, que enche o pedículo a partir da tabaqueira anatômica
- Arco palmar profundo, que enche a interóssea posterior de distal para proximal pelas artérias metacarpais dorsais
- Rede venosa dorsal da mão, cujas veias comitantes nutrem a ilha cutânea por fluxo retrógrado
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Conceito-chave
De onde vem a artéria interóssea posterior. O Green conta a anatomia do começo: a interóssea posterior nasce da interóssea comum, que também dá a anterior, passa para o dorso pela membrana interóssea cerca de 6 cm abaixo do epicôndilo lateral e emerge logo distal à borda do supinador (cap. 44, p. 1731). Desce entre o extensor ulnar do carpo e o extensor do dedo mínimo, junto do nervo interósseo posterior, e solta perfurantes septocutâneas para a pele do dorso do antebraço (p. 1731).
A conexão que permite inverter o fluxo. O detalhe que faz o retalho existir está numa frase: "Cerca de 2 cm proximal ao estiloide ulnar, o PIA faz uma anastomose com o AIA e depois passa para o dorso do carpo, onde tem anastomoses adicionais com ramos da artéria radial" (Green, cap. 44, p. 1731). PIA e AIA são as siglas em inglês das interósseas posterior e anterior. O ramo da interóssea anterior que faz essa ponte é a sua divisão posterior, que se separa da anterior pouco acima da radioulnar distal e corre no dorso do rádio distal (cap. 46, p. 1804).
Como o retalho funciona. O cirurgião liga a interóssea posterior no antebraço proximal. O sangue, então, chega pela interóssea anterior, passa pela anastomose perto da radioulnar distal e sobe de forma retrógrada pela interóssea posterior até a ilha de pele. Por isso o ponto pivô do retalho, desenhado na linha do epicôndilo lateral à radioulnar distal, fica 2 cm proximal ao estiloide ulnar (Green, cap. 44, p. 1731), e antes de ligar o vaso proximal se coloca uma pinça e se solta o torniquete para conferir o fluxo (p. 1731). O alcance chega à primeira comissura e às metacarpofalângicas (p. 1731).
Um retalho que exige respeito. O Green é franco: séries com 13% a 21% de necrose parcial, variações anatômicas em 24% dos retalhos, que impediram a elevação em 6% dos casos, e a relação com o nervo interósseo posterior e o ramo do extensor ulnar do carpo; os autores o tratam como opção secundária, a ser feita só com conhecimento profundo da anatomia (cap. 44, p. 1731).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 97 do SIMÃO 2026, que cobrou a base vascular do retalho interósseo posterior de fluxo reverso.
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