Qual descrição corresponde ao ligamento retinacular oblíquo (ligamento de Landsmeer), considerando sua origem, sua inserção e sua relação funcional com a interfalângica proximal?
- Origina-se nas bandas laterais do aparelho extensor e insere-se na bainha flexora da falange média; tensiona-se com a flexão da interfalângica proximal
- Origina-se na banda central sobre a falange proximal e insere-se na base dorsal da falange média; é o extensor primário da interfalângica proximal
- Origina-se na bainha flexora e na falange proximal, volar ao eixo da interfalângica proximal, e insere-se no tendão extensor terminal; tensiona-se com a extensão da interfalângica proximal
- Origina-se na bainha flexora e insere-se no tendão extensor terminal, passando dorsal ao eixo da interfalângica proximal; tensiona-se com a flexão dessa articulação
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Conceito-chave
A peça que liga a IFP à IFD. O aparelho extensor sobre a interfalângica proximal se divide em três: a banda central, que se liga à base dorsal da falange média, e as duas bandas laterais, que seguem para a base dorsal da falange distal como tendão terminal (Green, cap. 5, p. 185, legenda da Fig. 5.5). Entre esse sistema dorsal e o lado flexor existe uma ponte oblíqua, o ligamento retinacular oblíquo.
A descrição do Green. O texto é direto: "Landsmeer descreveu o ligamento retinacular oblíquo (ORL) (também denominado ligamento de Landsmeer) como originando-se da bainha flexora na face volar da articulação IFP e inserindo-se dorsalmente no tendão terminal", e "O ORL teoricamente aperta com a extensão da articulação IFP e estende a articulação DIP durante a extensão da articulação IFP" (cap. 5, p. 185).
Por que ele aperta com a extensão. Repare na geometria. O ligamento nasce volar ao eixo da IFP e termina dorsal ao eixo da IFD. Quando a IFP se estende, a origem volar se afasta da inserção, o ligamento fica tenso e puxa o tendão terminal, estendendo a IFD. Quando a IFP flete, a origem se aproxima e o ligamento afrouxa, liberando a IFD para fletir. É um acoplamento passivo entre as duas articulações, uma tenodese natural.
Existe mesmo? O Green reconhece o debate: um estudo o achou em menos de 50% dos dedos, exceto no lado ulnar do anelar, onde passa de 90%; outro o encontrou em 38 de 40 dedos, contribuindo com até 30% da resistência passiva medida na IFD (cap. 5, p. 185 e 186). Independentemente disso, o conceito é usado na reconstrução do ORL para o martelo crônico, criando uma rédea passiva que estende IFD e IFP juntas (p. 186).
| Estrutura | Origem e inserção | Função (Green, cap. 5, p. 185) |
|---|---|---|
| Banda central | Aparelho extensor, até a base dorsal da falange média | Estende a IFP |
| Bandas laterais | Unem-se no tendão terminal, base dorsal da falange distal | Estendem a IFD |
| Retinacular oblíquo | Bainha flexora volar à IFP, até o tendão terminal | Tenso na extensão da IFP; acopla IFP e IFD |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 59 do SIMÃO 2026, que cobrou origem, inserção e comportamento do ligamento de Landsmeer.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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