Motociclista de 28 anos tem lesão isolada do nervo ulnar no braço. Além do tratamento da lesão no local, qual transferência de nervo pode ser associada para reinervar a tempo os músculos intrínsecos da mão?
- Ramo do braquial para o nervo ulnar no braço, logo abaixo da lesão
- Ramo do flexor radial do carpo para o nervo interósseo posterior
- Ramo terminal do nervo interósseo anterior para o pronador quadrado, ligado ao fascículo motor do ulnar no antebraço distal
- Ramo do supinador para o ramo motor do extensor radial curto do carpo
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Conceito-chave
O problema do ulnar alto: a distância. O axônio regenera devagar. O Green usa a regra prática de que o sinal de Tinel avança cerca de 1 polegada por mês a partir da zona de lesão (cap. 30, p. 1157). De uma lesão no braço até os músculos intrínsecos da mão são muitas polegadas, e o músculo não espera: a atrofia de desnervação em estágio final ocorre em média aos 18 meses, quando as placas motoras ficam isoladas por cicatriz e o músculo se torna silencioso (p. 1154). É por isso que o reparo do ulnar no braço costuma devolver o flexor ulnar do carpo e o flexor profundo, mas falhar nos intrínsecos.
Por que os intrínsecos importam tanto. O Green explica que a perda do flexor ulnar do carpo e do profundo do anular e do mínimo não é crítica ou se resolve com transferência de tendão, mas os intrínsecos "são muito mais difíceis de substituir com transferências de tendão", e a sua perda deixa garra, fraqueza de pinça e perda de destreza; "Por essas razões, o NIA distal para o ramo motor da transferência do nervo ulnar é uma transferência do nervo distal comum e útil" (cap. 30, p. 1173).
A ideia da transferência distal. O conceito geral está no mesmo capítulo: o nervo doador é coaptado "mais próximo do alvo final, encurtando o comprimento e o tempo de regeneração", com uma só linha de sutura e fora da zona de lesão (Green, cap. 30, p. 1169). No caso do ulnar, o doador é o ramo terminal do interósseo anterior para o pronador quadrado: "O AIN é colhido distalmente ao ramo motor FPL e não causa morbidade do doador", a perda do pronador quadrado é tolerável, e a transferência é feita de 8 a 12 cm acima da prega do punho, perto dos alvos intrínsecos (p. 1174). O receptor é o fascículo motor do ulnar no antebraço distal, que fica entre o ramo sensitivo dorsal e o componente sensitivo (p. 1174).
Ponta a ponta ou supercarga. Quando o ulnar proximal também é reparado, o interósseo anterior pode ser ligado ao lado do fascículo motor sem cortá-lo (término-lateral reversa, a "supercarga"), para que os dois contingentes de axônios cheguem ao músculo. O Green relata estudos em que o reparo proximal com supercarga recuperou melhor os intrínsecos do que o reparo sozinho (cap. 30, p. 1176), mas é cauteloso: a ideia de que a supercarga "cuida" do músculo enquanto os axônios proximais chegam ainda não tem apoio em dados clínicos ou de bancada (p. 1177).
| Transferência de nervo | Para quê (Green, cap. 30) |
|---|---|
| Interósseo anterior distal para o motor ulnar | Intrínsecos na lesão alta do ulnar (p. 1173 e 1174) |
| Ramo do flexor radial do carpo para o interósseo posterior | Extensão dos dedos na paralisia radial (p. 1173) |
| Ramo do flexor superficial para o extensor radial curto | Extensão do punho na paralisia radial (p. 1173) |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 90 do SIMÃO 2026, que cobrou a transferência de nervo associada ao reparo do ulnar alto para salvar os intrínsecos.
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