Na mão com esmagamento grave e contaminado, um nervo digital comum tem perda de segmento e o leito não permite reconstrução no primeiro atendimento. As pontas são marcadas e fixadas aos tecidos vizinhos. Quando a enxertia do nervo deve ser programada?
- Entre 1 e 2 semanas, antes que se forme fibrose no coto
- Entre 5 e 6 semanas, quando a cicatriz do leito estiver madura
- Depois de 3 meses, aguardando o sinal de Tinel para decidir
- Entre 3 e 4 semanas, com a ferida limpa e a zona de lesão do nervo delimitada
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Conceito-chave
Por que não enxertar no primeiro atendimento. No esmagamento, o nervo não sofre só no ponto da falha. O Green explica que os traumas por esmagamento criam grandes zonas de lesão, com hemorragia e cicatriz dentro e em volta do nervo, que atrapalham a regeneração (cap. 30, p. 1155). No primeiro dia, o cirurgião não sabe onde termina o nervo doente: o fascículo parece aceitável e, semanas depois, se revela fibrosado. Some a isso a ferida contaminada, que ameaça o enxerto. Por isso as pontas são marcadas e fixadas aos tecidos vizinhos, para não retraírem, e a reconstrução fica para um segundo tempo.
O prazo no capítulo de reparo do nervo. Na lista de tempos de reparo, o Green separa a exploração urgente das lacerações agudas, feita em poucos dias, do "curto atraso": as rupturas do nervo "podem requerer um curto período de equilíbrio (aproximadamente 3 semanas) para permitir a demarcação da zona de lesão" (cap. 30, p. 1155). O resumo do capítulo organiza o mesmo raciocínio: sutura primária tardia entre 5 dias e 3 semanas; secundária depois de 3 semanas, com ressecção de neuroma e glioma (Resumo do cap. 30, seção de cronicidade). É desse "aproximadamente 3 semanas" que vem a resposta da banca, de 3 a 4 semanas.
Divergência. O capítulo da extremidade mutilada, no mesmo Green, dá outro número. Nos mecanismos de esmagamento ou avulsão, os autores aconselham enxertar "de forma tardia. Isso geralmente é feito 1 a 2 semanas após a lesão", porque no tempo zero é difícil discernir a zona de lesão e, depois, as pontas podem ser cortadas em sequência até aparecerem fascículos saudáveis (cap. 43, p. 1683). O motivo é o mesmo; o prazo é mais curto. Vale saber os dois: a banca seguiu o capítulo de reparo do nervo, e é essa a resposta da questão, mas na mão mutilada o Green também aceita 1 a 2 semanas. A alternativa de 1 a 2 semanas, porém, justifica o prazo pela fibrose do coto, e não é esse o motivo que o livro dá em nenhum dos dois capítulos.
| Momento (Green, cap. 30, p. 1155) | Situação |
|---|---|
| Imediato | Nervo junto com lesão vascular ou que ameaça o membro |
| Urgente, em poucos dias | Laceração limpa com déficit correspondente |
| Curto atraso, cerca de 3 semanas | Ruptura em que a zona de lesão precisa se demarcar |
| 3 a 6 meses | Lesão fechada em continuidade, observando a recuperação |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 85 do SIMÃO 2026, que cobrou o momento da enxertia do nervo no trauma grave e contaminado.
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