Sobre as transferências de nervo para restaurar a função do membro superior na tetraplegia, qual afirmação é correta?
- O ramo da cabeça longa do tríceps pode ser transferido para o ramo do redondo menor, porque a estabilidade do ombro é a prioridade
- Os ramos do supinador podem ser transferidos para o nervo interósseo posterior para restaurar a extensão dos dedos e do polegar
- O ramo do braquial para o nervo interósseo anterior é contraindicado, porque o bíceps não mantém sozinho a flexão do cotovelo
- Abaixo da zona de lesão medular, a transferência perde o valor depois de um ano, porque os músculos degeneram como após a secção de um nervo periférico
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Conceito-chave
Por que a transferência de nervo funciona na tetraplegia. A lesão medular não é igual em toda a medula. O Green divide em três regiões (cap. 33, p. 1290). O segmento acima da lesão funciona normalmente e fornece os doadores. No metâmero lesionado, as células do corno anterior foram destruídas, e os músculos dali se comportam como depois da lesão de um nervo periférico: só são recuperáveis cedo, e "Após um ano de lesão, os resultados são comprometidos. Após 2 anos, a recuperação útil não é esperada" (p. 1290). Abaixo da lesão, o segmento infralesional, a medula e os nervos estão íntegros, só desconectados do córtex; os axônios se mantêm, e esses músculos "podem ser candidatos à transferência tardia do nervo anos após a lesão" (p. 1290).
| Região da medula | O que acontece com o músculo | Janela (Green, cap. 33, p. 1290) |
|---|---|---|
| Acima da lesão | Normal; fonte de doadores | Não se aplica |
| Metâmero lesionado | Desnervado, como no nervo periférico | Até 9 a 12 meses; após 2 anos, sem recuperação útil |
| Abaixo da lesão | Inervação mantida, sem controle cortical | Transferência possível anos depois |
As três transferências do paciente C5. No método preferido dos autores para a lesão C5, a série é: o ramo do redondo menor do nervo axilar para o ramo do radial que inerva a cabeça longa do tríceps; os ramos do supinador para o nervo interósseo posterior; e o ramo do braquial do musculocutâneo para o nervo interósseo anterior (Green, cap. 33, p. 1290). Cada uma tem lógica de doador redundante: o redondo menor e o supinador são inervados por C5 e não servem como transferência de tendão, mas servem como fonte de nervo (p. 1290).
A extensão dos dedos. O Green descreve: "A extensão do dedo é realizada pela transferência dos nervos supinadores para o PIN", e esses nervos "estão normalmente disponíveis em pacientes com lesão no nível C5" (cap. 33, p. 1292). Os dois ou três ramos do supinador são cortados o mais distal possível e suturados ao interósseo posterior, trocando o supinador pela extensão ativa dos dedos e do polegar (p. 1292).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 71 do SIMÃO 2026, que cobrou as transferências de nervo na tetraplegia e o conceito de segmento infralesional.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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