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Questão de Plexo braquial e paralisia obstétrica (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026)

Mão e punhoPlexo braquial e paralisia obstétricaOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Recém-nascido após distocia de ombro tem o membro superior inteiro flácido, sem movimento da mão, com ptose palpebral e miose do mesmo lado. Pela classificação de Narakas, qual é o grupo e qual raiz explica os sinais oculares, respectivamente?

  1. Grupo III; C8
  2. Grupo II; T1
  3. Grupo IV; T1
  4. Grupo IV; C7
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Gabarito: C · Grupo IV; T1

Conceito-chave

A classificação que organiza o espectro. A paralisia obstétrica vai do tronco superior isolado ao plexo inteiro. Narakas e Slooff dividiram esse continuum em quatro grupos clínicos, e o Green descreve cada um (cap. 40, p. 1562):

Grupo de NARAKASRaízesO que se vê (Green, cap. 40, p. 1562)
IC5 e C6 (Erb)Sem abdução e rotação externa do ombro, sem flexão do cotovelo e supinação; punho e dedos intactos
IIC5 a C7 (Erb estendido)Igual ao I, mais perda da extensão do punho e dos dedos: mão em "ponta de garçom"
IIIC5 a T1Membro flácido, sem síndrome de Horner
IVC5 a T1Membro flácido, com síndrome de Horner

A diferença entre III e IV, portanto, não está no braço: os dois são flácidos. O que separa é o olho. O Green é direto: "O grupo III consiste em uma extremidade instável sem síndrome de Horner. O envolvimento mais grave (grupo IV) se manifesta como uma extremidade instável com síndrome de Horner" (cap. 40, p. 1562). Esses bebês podem ter paralisia do frênico associada e têm chance limitada de recuperação espontânea (p. 1562).

Por que o olho fala da raiz T1. As fibras simpáticas para a face e o olho deixam a medula pela raiz T1, passam pela cadeia simpática e sobem pelo pescoço. Avulsão de T1 interrompe essa via antes de ela chegar à cadeia: ptose, miose, enoftalmia e anidrose do mesmo lado. O Green diz que a presença da síndrome de Horner "é preocupante para uma lesão por avulsão nas raízes inferiores e traz um prognóstico ruim" (cap. 40, p. 1562) e, na lista dos sinais de avulsão, liga o Horner à "cadeia simpática, raiz nervosa T1" (p. 1563).

O caso. Distocia de ombro, membro inteiro flácido, mão sem movimento, ptose e miose homolaterais: lesão global com Horner, grupo IV, e a raiz que explica os olhos é T1.

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 57 do SIMÃO 2026, que cobrou o grupo de Narakas e a raiz responsável pelos sinais oculares numa paralisia obstétrica global.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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