Recém-nascido após distocia de ombro tem o membro superior inteiro flácido, sem movimento da mão, com ptose palpebral e miose do mesmo lado. Pela classificação de Narakas, qual é o grupo e qual raiz explica os sinais oculares, respectivamente?
- Grupo III; C8
- Grupo II; T1
- Grupo IV; T1
- Grupo IV; C7
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Conceito-chave
A classificação que organiza o espectro. A paralisia obstétrica vai do tronco superior isolado ao plexo inteiro. Narakas e Slooff dividiram esse continuum em quatro grupos clínicos, e o Green descreve cada um (cap. 40, p. 1562):
| Grupo de NARAKAS | Raízes | O que se vê (Green, cap. 40, p. 1562) |
|---|---|---|
| I | C5 e C6 (Erb) | Sem abdução e rotação externa do ombro, sem flexão do cotovelo e supinação; punho e dedos intactos |
| II | C5 a C7 (Erb estendido) | Igual ao I, mais perda da extensão do punho e dos dedos: mão em "ponta de garçom" |
| III | C5 a T1 | Membro flácido, sem síndrome de Horner |
| IV | C5 a T1 | Membro flácido, com síndrome de Horner |
A diferença entre III e IV, portanto, não está no braço: os dois são flácidos. O que separa é o olho. O Green é direto: "O grupo III consiste em uma extremidade instável sem síndrome de Horner. O envolvimento mais grave (grupo IV) se manifesta como uma extremidade instável com síndrome de Horner" (cap. 40, p. 1562). Esses bebês podem ter paralisia do frênico associada e têm chance limitada de recuperação espontânea (p. 1562).
Por que o olho fala da raiz T1. As fibras simpáticas para a face e o olho deixam a medula pela raiz T1, passam pela cadeia simpática e sobem pelo pescoço. Avulsão de T1 interrompe essa via antes de ela chegar à cadeia: ptose, miose, enoftalmia e anidrose do mesmo lado. O Green diz que a presença da síndrome de Horner "é preocupante para uma lesão por avulsão nas raízes inferiores e traz um prognóstico ruim" (cap. 40, p. 1562) e, na lista dos sinais de avulsão, liga o Horner à "cadeia simpática, raiz nervosa T1" (p. 1563).
O caso. Distocia de ombro, membro inteiro flácido, mão sem movimento, ptose e miose homolaterais: lesão global com Horner, grupo IV, e a raiz que explica os olhos é T1.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 57 do SIMÃO 2026, que cobrou o grupo de Narakas e a raiz responsável pelos sinais oculares numa paralisia obstétrica global.
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