Na reconstrução de Doi com dois músculos grácis livres para a avulsão completa do plexo braquial, quais são a função e o nervo doador do primeiro e do segundo músculo, respectivamente?
- Primeiro: flexão dos dedos, pelo nervo acessório; segundo: flexão do cotovelo e extensão dos dedos, pelos intercostais
- Primeiro: flexão do cotovelo e extensão dos dedos, pelos intercostais; segundo: flexão dos dedos, pelo nervo acessório
- Primeiro: flexão do cotovelo e extensão dos dedos, pela raiz C7 contralateral; segundo: extensão do cotovelo, pelos intercostais
- Primeiro: flexão do cotovelo e extensão dos dedos, pelo nervo acessório; segundo: flexão dos dedos, pelos intercostais
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Conceito-chave
O problema da avulsão completa. Quando as cinco raízes do plexo são arrancadas, não há nervo do próprio plexo para reparar. Os doadores possíveis vêm de fora: o nervo acessório espinal, os intercostais, o frênico e a raiz C7 contralateral. E os músculos do braço e do antebraço, desnervados há muito tempo, não servem mais; é preciso levar músculo novo. O grácil é o músculo funcional livre mais usado, e a posição proximal do seu pedículo neurovascular permite reinervação rápida pelo acessório espinal ou pelos intercostais (Green, cap. 34, p. 1334).
A reconstrução de Doi. O Green descreve que dois procedimentos microcirúrgicos realizados separadamente, como uma dupla transferência muscular livre, "têm o potencial de fornecer tanto preensão quanto liberação, desde que a estabilidade do ombro, cotovelo e punho possa ser alcançada, conforme descrito por Doi" (cap. 34, p. 1334). Os intercostais também são citados como fonte motora e sensitiva no segundo estágio de um FFMT duplo para a preensão (p. 1324).
A distribuição dos dois músculos. O livro não detalha, nessas páginas, qual nervo vai para qual músculo, e é honesto dizer isso. A distribuição clássica da técnica de Doi, cobrada na prova, é esta: o primeiro grácil, fixado na clávicula e passado à frente do cotovelo até os extensores dos dedos, faz flexão do cotovelo e extensão dos dedos, reinervado pelo acessório espinal, o doador mais forte, disponível no primeiro tempo; o segundo grácil, levado aos flexores dos dedos, faz a preensão, reinervado pelos intercostais. A lógica é dar ao primeiro músculo, que precisa vencer o peso do antebraço, o melhor doador, e usar os intercostais para o segundo.
O custo. O próprio Green pondera: apesar do sucesso relatado com o FFMT duplo, ele continua sendo tarefa assustadora, com duas a três grandes cirurgias e reabilitação longa, e os autores passaram a preferir um único FFMT em muitos casos (cap. 34, p. 1339).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 38 do SIMÃO 2026, que cobrou as funções e os doadores dos dois grácis da reconstrução de Doi.
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