Mulher de 32 anos, que trabalha com os braços elevados, tem parestesia no território ulnar e cansaço do membro ao manter o braço acima da cabeça, sem atrofia nem alteração vascular. Qual afirmação sobre a síndrome do desfiladeiro torácico se aplica a esse quadro?
- Na forma neurogênica sem déficit objetivo, a mais comum, a eletroneuromiografia costuma ser normal e o diagnóstico é clínico e de exclusão
- O espaço costoclavicular é o local de compressão mais frequente do plexo braquial
- A forma arterial é a mais frequente, e o eco-Doppler com manobras posturais define o diagnóstico
- A doença predomina em homens, e fatores ocupacionais não têm papel no seu aparecimento
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Conceito-chave
Três síndromes com um nome só. A síndrome do desfiladeiro torácico (SDT) é a compressão do plexo braquial, da artéria ou da veia subclávia na passagem do pescoço para o braço. A forma arterial pode ameaçar o membro, com estenose, aneurisma ou trombose da subclávia, úlceras nas pontas dos dedos e claudicação (Green, cap. 29, p. 1127); a venosa costuma aparecer em quem trabalha com o braço elevado ou em atletas de arremesso (p. 1128). Mas essas são as raras.
A forma neurogênica sem déficit objetivo. O Green explica que a antiga divisão entre SDT neurogênica "verdadeira" e "disputada" deve ser abandonada, e que a forma neurogênica eletricamente negativa é a regra: os pacientes com ela "representam até 97% de todos os diagnosticados e tratados para TOS" (cap. 29, p. 1127). É "disputada" apenas para quem exige um exame objetivo, porque não existe eletrodiagnóstico ou imagem definitivos para ela (p. 1127). O diagnóstico, portanto, é clínico: sintomas no território de C8 e T1 provocados pela elevação do braço, manobras provocativas e exclusão de outras causas, como compressão do ulnar no cotovelo ou radiculopatia.
Quem e onde. A SDT é diagnosticada em mulheres 3,5 a 4 vezes mais do que em homens, mais em adultos em idade ativa, e fatores de risco ocupacionais foram sugeridos (Green, cap. 29, p. 1128). O local mais comum de compressão é o triângulo interescalênico, entre os escalenos anterior e médio e a primeira costela; os outros são o espaço costoclavicular e o subcoracoide, sob o peitoral menor (p. 1129).
| Ponto | O que o Green diz (cap. 29) |
|---|---|
| Forma mais comum | Neurogênica sem déficit objetivo, até 97% (p. 1127) |
| Eletroneuromiografia | Sem exame definitivo; costuma ser normal (p. 1127) |
| Sexo | Mulheres 3,5 a 4 vezes mais (p. 1128) |
| Local mais comum | Triângulo interescalênico (p. 1129) |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 27 do SIMÃO 2026, que cobrou a SDT num caso típico da forma neurogênica sem déficit.
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