Mulher de 32 anos tem massa dura de crescimento rápido na falange proximal do médio. A radiografia mostra lesão mineralizada aderida à cortical, sem continuidade medular, e a biópsia mostra osso, cartilagem e fibroblastos sem atipia, com mineralização azulada. Diagnóstico e característica são, respectivamente,
- proliferação osteocondromatosa parosteal bizarra (lesão de Nora); lesão benigna tratada por excisão, com recidiva local frequente
- osteocondroma; continuidade da cortical e da medular do osso com a lesão
- osteossarcoma parosteal; sarcoma de baixo grau que exige ressecção ampla pelo risco de metástase
- miosite ossificante; faixa radiolucente separando a lesão da cortical, com tratamento por observação
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Conceito-chave
Três lesões que nascem na superfície do osso. Uma massa óssea aderida à cortical da falange pode ser benigna, reativa ou maligna, e as três se parecem na radiografia. A pergunta que separa é a relação com a medular e a histologia.
A proliferação osteocondromatosa parosteal bizarra. Também chamada de lesão de Nora, é descrita pelo Green como "uma proliferação benigna e grande de osso e cartilagem que parece surgir da superfície cortical e não tem continuidade com a cavidade medular" (cap. 59, p. 2220). O livro avisa que ela tem aspecto radiográfico e histológico agressivo e pode ser confundida com sarcoma osteogênico parosteal (p. 2220). E, sobre o tratamento: "Embora haja alto risco de recorrência local após excisão marginal, a excisão ampla ou radical não é necessária devido ao seu curso clínico benigno" (p. 2220).
Como diferenciar.
| Lesão | Relação com a medular | Comportamento |
|---|---|---|
| Lesão de Nora | Sem continuidade (Green, p. 2220) | Benigna, recidiva local frequente |
| Osteocondroma | Cortical e medular contínuas com o osso | Benigno; o Green diz que é entidade distinta da lesão de Nora (p. 2220) |
| Osteossarcoma parosteal | Aderido à cortical | Maligno de baixo grau; exige ressecção ampla |
| Miosite ossificante | Separada da cortical | Reativa, com maturação da periferia para o centro |
O caso. Falange proximal, lesão mineralizada aderida à cortical sem continuidade medular e histologia com osso, cartilagem e fibroblastos sem atipia, com a mineralização azulada típica: é a lesão de Nora. A ausência de atipia afasta o osteossarcoma, e a falta de continuidade medular afasta o osteocondroma.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 9 do SIMÃO 2026, que cobrou o diagnóstico e o comportamento de uma lesão de superfície da falange.
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