Menino de 2 anos nasceu sem os dedos da mão esquerda, com a deficiência no nível das cabeças dos metacarpos, punho normal e tendões, nervos e vasos proximais presentes. A classificação e uma reconstrução que depende dessas estruturas proximais são, respectivamente,
- deficiência transversa; transferência microvascular de dedo do pé
- deficiência longitudinal; policização do indicador
- deficiência longitudinal central (mão em fenda); fechamento da fenda
- deficiência transversa; prótese como única opção, por não haver reconstrução biológica possível
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Conceito-chave
Transversal ou longitudinal: a pergunta que define a reconstrução. O Green separa as ausências digitais em dois grupos pelo que sobra no segmento proximal (cap. 36, p. 1402). Vale a citação, porque ela responde à questão inteira: "Em uma ausência transversal, o(s) dígito(s) está(ão) ausente(s), mas as estruturas de suporte proximais necessárias para suportar a função digital estão presentes em uma extensão variável", enquanto "Em uma ausência longitudinal, as estruturas de suporte são severamente deficientes ou ausentes" (p. 1402).
| Tipo | O que falta | Exemplos (Green, cap. 36, p. 1402) |
|---|---|---|
| Transversal | Os dedos, com estruturas proximais presentes | Amputação congênita por anel de constrição, simbraquidactilia, deficiência transversal |
| Longitudinal | O raio e suas estruturas de suporte | Polegar ausente na deficiência radial, dedos ulnares na deficiência ulnar, mão em fenda |
Por que isso abre a porta para o dedo do pé. O livro continua: a reconstrução da ausência transversal pode ser alcançada substituindo a parte distal ausente, por exemplo por transferência microvascular de dedo do pé (Green, cap. 36, p. 1402). O dedo transferido só funciona se houver o que conectar: artéria e veias para a anastomose, nervos para a sensibilidade e tendões para o movimento. Na deficiência transversal, essas estruturas existem até o nível da falha; na longitudinal, faltam, e por isso o recurso típico é rearranjar o que existe, como na policização.
O caso. Ausência dos dedos no nível das cabeças dos metacarpos, punho normal e tendões, nervos e vasos proximais presentes: é uma ausência transversal, com as estruturas de suporte que permitem uma transferência microvascular.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 28 do SIMÃO 2026, que cobrou a classificação da ausência digital e a reconstrução que depende das estruturas proximais.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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