Menina de 9 anos tem limitação discreta de extensão e de supinação do cotovelo, e a família não lembra de trauma relevante. A radiografia mostra a cabeça do rádio fora do capítulo. Qual achado favorece a luxação congênita da cabeça do rádio em vez de uma lesão de Monteggia antiga?
- Cabeça do rádio luxada anteriormente, com a ulna arqueada de convexidade anterior
- Cabeça do rádio côncava e de forma normal, capítulo de tamanho normal e lesão unilateral
- Cabeça do rádio em cúpula convexa, capítulo hipoplásico e acometimento bilateral
- Deformidade grosseira e grande limitação funcional já percebidas ao nascimento
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Conceito-chave
A anomalia congênita mais comum do cotovelo. A luxação congênita da cabeça do rádio "é a anomalia congênita mais comum do cotovelo e geralmente é bilateral" (Green, cap. 38, p. 1513). Pode ser esporádica ou familiar, e a cabeça se desloca mais para anterior ou posterior, raramente para lateral (p. 1515). Costuma ser descoberta tarde, por limitação discreta ou por um achado de radiografia, porque a perda de movimento raramente causa prejuízo funcional importante (p. 1513 e 1514).
Congênita ou Monteggia antiga? É a dúvida prática, e a Tabela 38.5 do Green foi feita para ela (cap. 38, p. 1515):
| Característica | Congênita | Traumática |
|---|---|---|
| Trauma | Às vezes | Sempre |
| Cabeça do rádio | Em cúpula, sem concavidade central (anterior); alongada e estreita (posterior) | Forma normal, com concavidade |
| Bilateral | Comum | Rara |
| Outras anomalias | Comuns | Raras |
| Ulna | Encurtada; arco palmar (anterior) ou dorsal (posterior) | Normal |
| Capítulo | Hipoplásico ou ausente | Normal |
O raciocínio por trás da tabela. A cabeça do rádio e o capítulo se moldam um ao outro durante o crescimento. Se a cabeça nunca esteve em contato com o capítulo, ela cresce sem a concavidade central, em cúpula, e o capítulo, sem a cabeça para modelá-lo, fica pequeno. Numa luxação traumática antiga, os dois se formaram em contato antes da lesão e mantêm a forma normal. Bilateralidade e outras anomalias completam o quadro congênito.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 20 do SIMÃO 2026, que cobrou como diferenciar a luxação congênita da cabeça do rádio de uma lesão de Monteggia antiga.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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