Criança de 1 ano e meio tem polegar hipoplásico sem músculos tenares, MCF instável e tendões extrínsecos anômalos. A radiografia mostra metacarpo afilado sem a base proximal e CMC instável. A classificação de Blauth modificada por Manske e o tratamento mais aceito são, respectivamente,
- tipo IIIA; oponentoplastia, estabilização da MCF e correção das anomalias extrínsecas, preservando o polegar
- tipo IIIB; policização do indicador
- tipo II; aprofundamento da primeira comissura e oponentoplastia, sem tratar os tendões extrínsecos
- tipo IV; reconstrução do polegar flutuante com transferência de dedo do pé
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Conceito-chave
A classificação de Blauth modificada. A hipoplasia do polegar vai de um polegar um pouco menor até a ausência completa. A Tabela 37.2 do Green resume os tipos e o tratamento de cada um (cap. 37, p. 1455):
| Tipo | Achados | Tratamento |
|---|---|---|
| I | Hipoplasia generalizada menor | Nenhum |
| II | Sem tenares intrínsecos, primeira comissura estreita, colateral ulnar da MCF insuficiente | Oponentoplastia, abertura da comissura, reconstrução do colateral |
| III | Achados do II mais anomalias extrínsecas e deficiência esquelética | IIIA: reconstrução; IIIB: policização |
| IIIA | Carpometacárpica estável | Reconstrução |
| IIIB | Carpometacárpica instável | Policização |
| IV | Polegar flutuante (pouce flottant) | Policização |
| V | Ausência | Policização |
A linha que decide: a base. O tipo III já tem tudo o que o II tem, mais tendões extrínsecos anômalos e esqueleto deficiente. O que separa IIIA de IIIB é a articulação carpometacárpica. O Green explica por que isso muda tudo: "Um polegar tipo IIIB tem uma articulação CMC instável que é melhor servida por ablação e politização do índice. A articulação CMC instável impede a reconstrução bem sucedida porque a cirurgia não pode superar a instabilidade da articulação basal" (cap. 37, p. 1455). Para os pais, os autores usam a imagem de "tentar construir uma casa sem alicerces estáveis" (p. 1455). Tentativas de reconstruir a base, inclusive com metatarsofalângica vascularizada, deram resultados inferiores à policização e ainda comprometem uma policização futura (p. 1455).
Como se reconhece a base instável. A base do primeiro metacarpo e o trapézio só ossificam por volta dos 6 anos, então a radiografia da criança pequena engana; numa CMC grosseiramente hipoplásica, porém, a base do metacarpo afina até uma ponta e o metacarpo proximal está ausente (Green, cap. 37, p. 1455), que é o achado do enunciado. Ultrassonografia, ressonância e exames repetidos ajudam nos casos duvidosos (p. 1455).
A policização. É indicada nos tipos IIIB, IV e V; no IIIB, a gordura vascularizada do polegar retirado pode ser usada para preencher a primeira comissura (Green, cap. 37, p. 1460).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 6 do SIMÃO 2026, que cobrou o tipo de Blauth e o tratamento da hipoplasia do polegar. O caso traz os achados do tipo III e o detalhe que decide entre A e B: metacarpo sem base e CMC instável.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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