Menino de 7 anos tem macrodactilia progressiva do indicador: o dedo é muito volumoso, desviado, com IFP e IFD praticamente rígidas, e atrapalha a pinça e a preensão. Qual é o tratamento mais adequado?
- Observação até o fim do crescimento, pois a forma progressiva costuma estabilizar sozinha na adolescência
- Epifisiodese das falanges, repetida em cada fase do crescimento, como tratamento isolado
- Redução de partes moles em etapas, um lado do dedo por vez, preservando o raio
- Ressecção de todo o raio do indicador, transferindo a pinça para o médio
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Conceito-chave
O que é macrodactilia. O Green a define como a condição congênita de dedos anormalmente aumentados, observados ao nascimento ou em desenvolvimento pós-natal com crescimento desproporcional; é rara, 0,9% das anomalias congênitas na série de Flatt (cap. 36, p. 1438). Quase todos os casos se associam à lipomatose do nervo, o aumento fibroadiposo do nervo digital que sobe pelo tronco nervoso (p. 1438), e a condição faz parte do espectro de supercrescimento relacionado ao PIK3CA, uma mutação somática, esporádica e sem potencial maligno (p. 1439).
Estática ou progressiva, e por que isso decide. Barsky separou o tipo estático, em que o dedo grande cresce na proporção da criança, do progressivo, em que ele cresce mais rápido que os outros (Green, cap. 36, p. 1438). No progressivo, a deformidade só aumenta até o fim do crescimento. O dedo também cresce mais na parte distal e na face palmar, as articulações ficam rígidas e há desvio angular; o indicador é o dedo mais afetado (p. 1439).
A escada de tratamento. Repare que cada recurso resolve um problema só:
| Problema | Recurso (Green, cap. 36) | O que não resolve |
|---|---|---|
| Comprimento | Epifisiodese quando o dedo atinge o do genitor do mesmo sexo (p. 1442) | Volume, rigidez, desvio |
| Volume | Redução de partes moles, um lado por vez, com meses de intervalo (p. 1442) | Rigidez; o volume volta |
| Desvio | Osteotomia, às vezes junto com a fise (p. 1442) | Volume e rigidez |
| Dedo grande, rígido e progressivo | Amputação do dedo ou do raio (p. 1445) | Nada a salvar |
Quando amputar. O Green trata a amputação como opção legítima, não como derrota: na macrodactilia isolada de um dedo que cresce de forma progressiva e incontrolável, "a amputação deve ser considerada precocemente nesses casos para limitar o trauma e evitar os múltiplos procedimentos" (cap. 36, p. 1445). Os autores acrescentam que a amputação do raio vale a pena e deve ser considerada antes de várias cirurgias para salvar um dedo deformado de função limitada, e mostram um menino de 4 anos tratado com ressecção do raio do médio e transposição do indicador (p. 1445 e 1446). O raciocínio é honesto: muitas cirurgias para manter um indicador grande, rígido e cheio de cicatrizes dão uma mão pior do que quatro dedos bem posicionados.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 1 do SIMÃO 2026, que cobrou o tratamento da macrodactilia grave. Aqui o caso traz os três sinais que mudam a conduta: dedo volumoso, desviado e rígido, atrapalhando a pinça.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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