Uma fratura-luxação dorsal da IFP com 45% da base volar acometida, reduzida apenas em 45° de flexão, é considerada
- tênue.
- estável.
- francamente instável.
- estável após extensão completa.
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Conceito-chave
A flexão necessária para manter redução importa. Na fratura-luxação dorsal da articulação interfalângica proximal (IFP), o fragmento da base volar da falange média representa perda do contraforte que impede a subluxação dorsal. Quanto maior a perda da superfície e do apoio volar, maior a preocupação com instabilidade.
A avaliação não termina na porcentagem. É preciso verificar em que posição a articulação fica concêntrica e quando volta a subluxar. Um padrão que só permanece reduzido com 45° de flexão é instável, mesmo que o acometimento esteja na faixa intermediária de 30% a 50%. Não se pode chamar a lesão de estável apenas porque não ultrapassou 50%.
Por que isso muda a conduta. Manter uma IFP muito fletida por longo período aumenta o risco de contratura, e permitir extensão em uma articulação que perde redução favorece incongruência. A estabilização deve recuperar apoio e permitir movimento seguro. A escolha entre bloqueio, fixação, tração dinâmica ou reconstrução depende também do tamanho dos fragmentos e da cominuição.
O resumo usa critérios de flexão em torno de 30° e, no algoritmo dos autores, 35°. Uma redução que depende de 45° está além de ambos: o comportamento é instável, mesmo considerando essa variação dos critérios. Na prática, radiografias e avaliação dinâmica devem mostrar congruência ao longo do arco permitido.
Leia a seção “Fratura-luxação da IFP e base da falange média” no resumo do Rockwood & Green, 10ª edição, capítulo 45, na Biblioteca, para conferir o mecanismo e suas implicações.
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