A respeito do planejamento para reconstrução com o(s) transplante(s) microcirúrgico(s) do(s) dedo(s) do pé para mão, pode-se afirmar:
- Embora indisponível em nosso meio, o transplante homólogo de toda mão (doador falecido) substitui este tipo de reconstrução arcaica e mutilante. Poupa-se a área doadora no membro inferior e causa pouco ou nenhum dano à condição clínica deste paciente, no seu pósoperatório.
- A prioridade de escolha do vaso nutriente é sempre pelo sistema plantar do pé, uma vez que já se faz obrigatório a dissecção de algum comprimento do n. digital plantar e do tendão flexor deste artelho.
- Quando optado pela utilização do hálux no transplante, procura-se evitar a ressecção ou dano à sua articulação metacarpo-falangeana no pé doador.
- Na escolha de um artelho não hálux, a prioridade é pela retirada do 5º pododáctilo, seguido pelo 4º pododáctilo.
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Conceito-chave
Transferência de artelho para a mão procura recuperar pinça preservando a função possível do pé doador. Ao usar hálux, evitar lesão da metatarsofalângica ajuda a manter apoio e propulsão. O enunciado escreveu metacarpo-falângica no pé; o termo anatômico correto é metatarsofalângica.
O sistema vascular pode ser dorsal ou plantar, conforme dominância e conexões. Colher nervo plantar ou tendão flexor não obriga escolher sempre o sistema plantar arterial.
Segundo artelho é uma opção frequente para reconstruções, enquanto quarto e quinto não são prioridades universais. Comprimento, aparência, função e morbidade da área doadora orientam escolha.
Transplante de mão de doador falecido não substitui automaticamente essas operações. Exige seleção e imunossupressão, com riscos sistêmicos. Comparar opções requer considerar perda, objetivos e consequências ao longo da vida.
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