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Questão de Plexo braquial e paralisia obstétrica (USP-SP 2026)

Mão e punhoPlexo braquial e paralisia obstétricaUSP-SP 2026

Dois pacientes pediátricos com histórico de paralisia obstétrica tipo Erb apresentam importante limitação funcional do ombro. O paciente A, 10 anos de idade, apresenta rotação interna fixa, articulação glenoumeral displásica e incongruente, sem rotação externa ativa. O paciente B, 6 anos de idade, com articulação congruente, rotação externa passiva preservada, porém sem rotação externa ativa. Quais são os resultados funcionais esperados após os respectivos tratamentos cirúrgicos indicados para cada paciente?

  1. O paciente A tem indicação de artrodese glenoumeral, pois é o procedimento que pode proporcionar o melhor ganho de função global do membro acometido; o paciente B tem maior chance de recuperar rotação externa ativa com transferência muscular.
  2. O paciente A tende a ter melhora na função global do membro com a osteotomia derrotativa do úmero, permitindo melhor uso da mão no espaço, mas sem ganho real de rotação externa ativa; o paciente B tem maior chance de recuperar rotação externa ativa com transferência muscular.
  3. O paciente A deverá recuperar rotação externa ativa após a osteotomia derrotativa por ganho de alavanca, enquanto o paciente B não se beneficia da transferência muscular, pois sua articulação ainda é congruente.
  4. Ambos os pacientes são candidatos ideais à osteotomia de rotação externa, já que o procedimento é indicado sempre que houver rotação externa ativa ausente, independentemente do status articular.
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Gabarito: B · O paciente A tende a ter melhora na função global do membro com a osteotomia derrotativa do úmero, permitindo melhor uso da mão no espaço, mas sem ganho real de rotação externa ativa; o paciente B tem maior chance de recuperar rotação externa ativa com transferência muscular.

Conceito-chave

Osteotomia derrotativa e transferência muscular corrigem problemas diferentes. A primeira muda a posição do braço no arco que ainda existe, enquanto a segunda acrescenta um motor a uma articulação passivamente móvel. Não se deve prometer nova força de rotação externa apenas por cortar e girar o osso.

O paciente A tem contratura fixa e articulação displásica incongruente. A osteotomia pode melhorar onde a mão trabalha no espaço, mas não restaura um motor ausente. Pode também trocar ganhos em uma direção por perdas em outra.

O paciente B tem congruência e rotação externa passiva preservadas, condições mais favoráveis a transferência muscular para ganhar rotação ativa. Disponibilidade do doador e controle precisam ser confirmados.

Artrodese não é a escolha genérica de uma criança só por displasia. Reconstrução deve considerar idade, deformidade, cartilagem e tarefas, distinguindo mobilidade passiva de força ativa.

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