Dois pacientes pediátricos com histórico de paralisia obstétrica tipo Erb apresentam importante limitação funcional do ombro. O paciente A, 10 anos de idade, apresenta rotação interna fixa, articulação glenoumeral displásica e incongruente, sem rotação externa ativa. O paciente B, 6 anos de idade, com articulação congruente, rotação externa passiva preservada, porém sem rotação externa ativa. Quais são os resultados funcionais esperados após os respectivos tratamentos cirúrgicos indicados para cada paciente?
- O paciente A tem indicação de artrodese glenoumeral, pois é o procedimento que pode proporcionar o melhor ganho de função global do membro acometido; o paciente B tem maior chance de recuperar rotação externa ativa com transferência muscular.
- O paciente A tende a ter melhora na função global do membro com a osteotomia derrotativa do úmero, permitindo melhor uso da mão no espaço, mas sem ganho real de rotação externa ativa; o paciente B tem maior chance de recuperar rotação externa ativa com transferência muscular.
- O paciente A deverá recuperar rotação externa ativa após a osteotomia derrotativa por ganho de alavanca, enquanto o paciente B não se beneficia da transferência muscular, pois sua articulação ainda é congruente.
- Ambos os pacientes são candidatos ideais à osteotomia de rotação externa, já que o procedimento é indicado sempre que houver rotação externa ativa ausente, independentemente do status articular.
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Conceito-chave
Osteotomia derrotativa e transferência muscular corrigem problemas diferentes. A primeira muda a posição do braço no arco que ainda existe, enquanto a segunda acrescenta um motor a uma articulação passivamente móvel. Não se deve prometer nova força de rotação externa apenas por cortar e girar o osso.
O paciente A tem contratura fixa e articulação displásica incongruente. A osteotomia pode melhorar onde a mão trabalha no espaço, mas não restaura um motor ausente. Pode também trocar ganhos em uma direção por perdas em outra.
O paciente B tem congruência e rotação externa passiva preservadas, condições mais favoráveis a transferência muscular para ganhar rotação ativa. Disponibilidade do doador e controle precisam ser confirmados.
Artrodese não é a escolha genérica de uma criança só por displasia. Reconstrução deve considerar idade, deformidade, cartilagem e tarefas, distinguindo mobilidade passiva de força ativa.
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