Orto Questões

Questão de Lesões dos tendões flexores (USP-SP 2026)

Mão e punhoLesões dos tendões flexoresUSP-SP 2026

Durante o reparo cirúrgico de uma lesão completa do tendão flexor profundo do 3º dedo na zona II, opta-se pela técnica WALANT. Após a realização da sutura com técnica de 6 pontos cruzados e reforço epitendíneo, o paciente realiza flexão ativa completa do dedo e apresenta efeito “quadriga” visível, com limitação de flexão nos dedos adjacentes. Com base nesse achado intraoperatório, qual deve ser a conduta mais adequada?

  1. Manter o reparo como está, pois o efeito quadriga é uma consequência esperada e benigna da anestesia local sem garrote.
  2. Completar a cirurgia e prescrever reabilitação precoce, pois a correção do efeito quadriga será espontânea após a retirada dos pontos.
  3. Reforçar a sutura com enxerto de tendão palmar longo e aumentar a tensão para preservar força de flexão.
  4. Realizar ressecção parcial do segmento suturado e novo reparo com menor tensão, pois o encurtamento excessivo do tendão reparado está prejudicando a excursão dos flexores dos dedos vizinhos.
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: D · Realizar ressecção parcial do segmento suturado e novo reparo com menor tensão, pois o encurtamento excessivo do tendão reparado está prejudicando a excursão dos flexores dos dedos vizinhos.

Conceito-chave

Quadriga ocorre quando um tendão profundo com excursão restrita limita os profundos vizinhos, que compartilham parte do motor e das conexões. Encurtar excessivamente o reparo do terceiro dedo pode reduzir flexão dos adjacentes. O teste ativo em WALANT permite reconhecer esse desequilíbrio antes de fechar.

É necessário revisar comprimento, tensão, deslizamento e resistência. Um reparo forte, mas curto, pode funcionar mal. Mais fios não compensam um tendão com geometria inadequada.

A banca marcou D pelo objetivo de refazer com menor tensão. Entretanto, ressecar mais tendão como está escrito pode aumentar o encurtamento e piorar quadriga. A correção é recuperar comprimento e excursão adequados, não retirar tecido adicional por princípio; técnica e eventual necessidade reconstrutiva dependem da situação.

Não se espera resolução espontânea de um problema mecânico claro nem se aumenta tensão para ganhar força. Reconhecer o déficit intraoperatório é uma vantagem do teste ativo, desde que leve a uma correção coerente.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo