Nas úlceras de pressão,
- mudanças de decúbito a cada 2 horas apresentam maior efetividade na prevenção, quando comparados com esquemas de mudança a cada 4 horas.
- o uso profilático de curativos multicamadas de silicone em pacientes de alto risco na região sacral não apresenta custo-efetividade comprovada.
- pacientes com baixo índice de massa corpórea (menos de 19) apresentam risco aumentado de desenvolvimento de úlceras de pressão.
- a presença de espasticidade nos pacientes com trauma raquimedular não está relacionada ao aumento de incidência de úlceras de pressão nesses pacientes.
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Conceito-chave
Lesão por pressão resulta de carga prolongada e deformação tecidual, associadas a perfusão e vulnerabilidade da pele. Baixo índice de massa corporal pode reduzir proteção sobre proeminências, e desnutrição limita reparo. A referência abaixo de 19 é um marcador de risco, não um diagnóstico isolado.
Reposicionamento deve ser individualizado conforme superfície de apoio, mobilidade, tolerância e condição clínica. Duas horas não são automaticamente superiores a quatro em qualquer colchão e população.
Curativos preventivos multicamadas podem reduzir lesões em pessoas de alto risco, mas não substituem alívio de pressão. Custo-efetividade depende do cenário; não se afirma ausência universal de evidência.
Espasticidade pode aumentar atrito, dificultar posicionamento e gerar pressões inadequadas. Cuidados incluem pele, nutrição, umidade, mobilidade e equipamentos, além do relógio de mudança de decúbito.
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