A respeito da lesão tipo dedo em martelo, fase aguda, é correto afirmar:
- É comum e aceitável um déficit de extensão de cerca de 10 graus após tratamento com tala.
- Segundo a classificação de Doyle, o tipo III corresponde ao dedo em martelo ósseo.
- Quando optado pelo tratamento com tala para dedo em martelo tendíneo, o tempo de imobilização contínua deve ser de 6 semanas.
- Idealmente incluir a articulação interfalangiana proximal no tratamento com tala, para maior estabilidade da lesão.
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Conceito-chave
Dedo em martelo é falha do mecanismo extensor terminal na interfalângica distal. Pode ocorrer por ruptura tendínea ou avulsão óssea. A distal cai em flexão, embora a extensão passiva possa estar preservada no quadro agudo.
Tala mantém a distal em extensão adequada, sem hiperextensão lesiva da pele, e deixa a proximal livre. Lesões tendíneas habitualmente exigem cerca de oito semanas contínuas; em algumas lesões ósseas o período é próximo de seis. Flexão inadvertida durante cuidados pode comprometer cicatrização e obrigar ajuste do protocolo.
Pequeno déficit residual de extensão, próximo de 10°, pode coexistir com boa função e resultado aceitável. Não é promessa de resultado nem razão para ignorar subluxação, ferida ou fragmento importante.
Doyle distingue I fechado, II aberto com laceração, III aberto com perda de pele e tendão e IV ósseo, com subdivisões. Misturar III com ósseo altera avaliação e tratamento. Cirurgia é escolhida por características da lesão, não apenas pelo nome martelo.
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