No tratamento cirúrgico de pacientes com paralisia do nervo interósseo posterior, é desnecessária a transferência tendínea do
- pronador redondo para extensão do punho.
- palmar longo para extensão do polegar.
- flexor radial para extensão dos dedos.
- braquiorradial para extensão dos dedos.
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Conceito-chave
Lesão isolada do interósseo posterior não equivale a paralisia radial alta. O extensor radial longo do carpo recebe inervação antes do ramo profundo e costuma manter extensão do punho, frequentemente com desvio radial. A extensão dos dedos e do polegar, dependente do interósseo posterior, fica comprometida.
Transferir pronador redondo para um extensor do punho é útil quando essa função foi perdida, como na paralisia radial alta. Não é uma etapa obrigatória quando a extensão já está preservada. É necessário testar cada motor e conhecer o nível da lesão, pois variações de inervação podem alterar o quadro.
Para recuperar dedos e polegar, podem ser utilizados doadores como flexor radial e palmar longo, se fortes e disponíveis. O doador deve ter força, excursão e linha de tração adequadas, e sua retirada não pode criar uma perda funcional maior.
Articulações passivamente móveis e tecidos capazes de permitir deslizamento são condições importantes. Antes de escolher uma transferência, distingue-se ausência de comando motor de rigidez: um tendão novo não corrige sozinho uma articulação fixa.
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