Uma mulher de 72 anos com artrite reumatoide avançada chega ao consultório devido a uma súbita incapacidade de estender o quarto e quinto dedos. Ao exame físico, ela é capaz de estender o punho, o polegar e o segundo dedo de forma independente. A flexão passiva do punho com tenodese não mostra extensão passiva dos dedos mínimo e anular. Seus dedos podem ser colocados passivamente em extensão sem dificuldade, mas ela não consegue mantê-los nessa posição. Assinale qual a zona extensora em que a lesão deve ter acontecido.
- V.
- VI.
- VII.
- VIII.
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Conceito-chave
Ruptura extensora reumatoide pode começar nos tendões ulnares e progredir radialmente, no padrão de Vaughan-Jackson. Atrito junto à ulna distal alterada e inflamação sinovial podem danificar os extensores no nível do punho, correspondente à zona VII.
O caso preserva extensão do punho, polegar e indicador, mas perde mínimo e anelar. A ausência de extensão passiva por tenodese quando o punho flete aponta para descontinuidade tendínea. Se o tendão estivesse intacto com falha apenas motora, a tensão passiva poderia continuar movendo os dedos.
Articulações podem ser colocadas em extensão sem dificuldade, afastando contratura fixa como causa principal. Isso não restaura movimento ativo, porque o transmissor tendíneo foi rompido.
O tratamento considera tendões disponíveis, lesão da articulação radioulnar e inflamação que mantém o atrito. Reconstruir o tendão sem tratar a causa pode permitir novas rupturas. A zona descreve o local da falha, não o dedo que deixou de mover.
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