Quanto à paralisia obstétrica do plexo braquial, pode-se afirmar que a
- lesão está associada a feto macrossômico, ocorrência da distocia de ombro e pode ocorrer no parto cesariana.
- cirurgia de Sever-Lepiscopo-Zachary envolve, além da tenotomia anterior do m. subescapular, a transferência dos mm.latíssimo do dorso e redondo menor para rotadores externos.
- cirurgia de Moore 1935 envolve a transferência de uma porção do superior do m. deltoide médio para o ângulo inferior da escápula nos casos classificados como Erb- Duchenne ou Narakas I.
- cirurgia de Carlioz 1971 promove a desinserção do músculo subescapular da cabeça umeral.
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Conceito-chave
Paralisia braquial obstétrica associa-se a fatores como macrossomia e distocia de ombro, mas pode ocorrer também em cesariana. A associação com parto vaginal difícil não permite excluir o diagnóstico por outro tipo de nascimento. O padrão e a evolução neurológica precisam ser avaliados diretamente.
A reconstrução secundária do ombro distingue contratura em rotação interna, fraqueza dos rotadores externos e deformidade articular. Transferência do grande dorsal e redondo maior pode aumentar o vetor externo em técnicas selecionadas; redondo menor já é um rotador externo e não é o componente clássico transferido da opção.
Liberação do subescapular varia com a técnica. Carlioz descreve liberação em sua origem escapular, não simplesmente desinserção da cabeça umeral. O detalhe anatômico evita trocar técnicas pelo objetivo comum.
Epônimos devem ser ligados ao tecido e ao novo vetor. Uma transferência de um motor preservado não corrige automaticamente rigidez ou incongruência; avaliação passiva e imagem influenciam o procedimento.
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