Numa fratura da cabeça do radio desviada com bloqueio articular bastante cominutiva com fragmentos pequenos e ligamentos íntegros, segundo algoritmo apresentado no Green’s Operative Hand Surgery oitava edição, a melhor conduta é:
- Tratamento conservador e mobilização precoce.
- Ressecção da cabeça do radio.
- Redução cruenta e fixação interna.
- Artroplastia com implante da cabeça de radio.
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Conceito-chave
A cabeça radial participa da estabilidade do cotovelo e da estabilidade longitudinal do antebraço. Uma fratura com bloqueio mecânico não é tratada como uma fratura pouco desviada que permite mobilização. A cominuição com fragmentos pequenos também pode tornar a fixação inviável.
No algoritmo citado, a integridade dos ligamentos é o dado que permite considerar ressecção da cabeça radial quando ela não é reconstruível. Se houver instabilidade do cotovelo, lesão da membrana interóssea ou radioulnar distal, remover esse suporte pode piorar o problema; artroplastia passa a ter maior relevância.
É preciso confirmar que o bloqueio é mecânico e examinar antebraço e punho, não apenas o cotovelo. Uma lesão longitudinal associada pode ser inicialmente pouco evidente. A decisão também depende de idade, demanda e padrão.
B é a resposta no cenário explícito de ligamentos íntegros. Não se deve transferi-la para tríade terrível ou Essex–Lopresti. A mesma fratura cominutiva muda de tratamento quando a cabeça radial é necessária para manter estabilidade.
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