Nas lesões isoladas e altas do nervo radial, é correto afirmar:
- A neurotização do ramo motor do flexor profundo dos dedos para o ramo motor do extensor radial curto do carpo está bem indicada.
- A neurotização do ramo motor do flexor radial do carpo para o nervo interósseo posterior está bem indicada.
- As neurotizações distais não devem ser associadas a transferências tendíneas no mesmo ato cirúrgico (pior prognóstico funcional).
- As transferências tendíneas devem ser indicadas somente após tentativa de neurotização distal prévia.
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Conceito-chave
Uma neurotização aproxima axônios funcionantes dos músculos que perderam inervação. Na lesão radial alta, o nervo mediano pode fornecer ramos motores selecionados, desde que esteja íntegro. O objetivo é restaurar extensão de punho, dedos e polegar antes de perder a possibilidade de reinervar os músculos-alvo.
O nervo interósseo posterior é um ramo motor do radial que inerva grande parte dos extensores dos dedos e do polegar. Um ramo destinado ao flexor radial do carpo pode ser usado como doador em uma configuração de transferência. Planejamento exige confirmar força doadora, anatomia e compatibilidade, sem sacrificar indiscriminadamente funções preservadas.
Transferência nervosa e tendinosa resolvem o problema por mecanismos diferentes. A primeira depende de regeneração e tempo até recuperação; a segunda redireciona um motor já ativo. Podem ser alternativas ou estratégias combinadas conforme duração, alvos, demandas e lesões associadas.
Não há obrigação de tentar uma neurotização em todo paciente antes de indicar transferência tendinosa. Lesão antiga, músculo não reinervável ou necessidade funcional podem mudar a escolha. A avaliação deve decidir o que ainda é biologicamente possível, e não obedecer uma sequência fixa de técnicas.
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