A respeito do procedimento de tenólise quando indicado após tenorrafia ou reparo de tendões flexores dos dedos, é correto afirmar:
- O método WALANT não deve ser utilizado como opção anestésica.
- Não deve ser indicado com menos de 4 meses póstenorrafia ou reparo do tendão.
- Apresenta melhores resultados se indicado com mais de 1 ano após a tenorrafia ou o reparo do tendão.
- A reabilitação deve ser iniciada logo após a retirada dos pontos de pele (cerca de 15 dias de pós-operatório).
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Conceito-chave
Tenólise libera aderências que limitam o deslizamento de um tendão já cicatrizado. O candidato típico tem amplitude passiva melhor que a ativa, tendão íntegro, tecidos adequados e platô apesar de reabilitação. Se a articulação também não move passivamente, apenas soltar o tendão não resolve toda a limitação.
É preciso aguardar maturação suficiente do reparo e dos tecidos. O caderno adota não realizar antes de quatro meses; na prática, momento depende de cicatrização, evolução e capacidade de participar da terapia. Esperar indefinidamente também não é um objetivo: a indicação ocorre quando os pré-requisitos estão presentes e o ganho conservador estagnou.
WALANT, anestesia local com paciente acordado, pode permitir verificar movimento ativo durante a liberação. Ajuda a observar se o tendão desliza e se persistem aderências, mas não elimina riscos de rotura ou formação de novas aderências.
Reabilitação planejada começa precocemente, respeitando a condição intraoperatória. Aguardar retirada dos pontos para iniciar todo movimento favorece nova aderência. O procedimento depende tanto da liberação segura quanto da manutenção do deslizamento conquistado.
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