Paciente vítima de mordedura de cão chega ao prontosocorro com lesão em região de segmento cefálico e partes amputadas, conforme imagens a seguir: Em relação às alternativas para reconstrução do defeito cefálico, é correto afirmar:


- O couro cabeludo deve ser emagrecido e utilizado como enxerto de pele.
- Como há áreas sem periósteo, o melhor é realizar um grande retalho livre muscular como o grande dorsal.
- A melhor alternativa é a realização de um retalho livre de omento.
- A melhor alternativa é a tentativa de reimplante.
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Conceito-chave
A avulsão extensa do couro cabeludo deve ser avaliada para reimplante quando o segmento está disponível. A fotografia mostra grande perda de cobertura cefálica e um segmento amputado com cabelo. Recuperar esse tecido pode devolver uma cobertura especializada que nenhum enxerto de pele ou retalho muscular reproduz completamente.
O couro cabeludo tem uma rede vascular rica. Na reconstrução microvascular, selecionam-se artérias e veias adequadas, com preparo de segmentos traumatizados e enxertos quando necessários. A drenagem é tão importante quanto a entrada arterial. Esmagamento, avulsão e mordedura podem ampliar a zona de lesão e exigir avaliação cuidadosa.
A exposição óssea muda as alternativas de cobertura. Osso sem periósteo tem menor capacidade de sustentar um enxerto de pele diretamente. Um retalho vascularizado pode ser necessário se o reimplante não for possível. Entretanto, reconhecer essa dificuldade não justifica ignorar o segmento original disponível.
| Opção | O que pode fornecer |
|---|---|
| Reimplante viável | Cobertura original, cabelo e melhor correspondência do tecido |
| Retalho muscular com enxertia | Cobertura vascularizada, mas sem reproduzir integralmente o escalpo |
| Enxerto cutâneo | Depende de leito receptor vascularizado |
| Outros retalhos livres | Alternativas conforme extensão, vasos e disponibilidade |
O atendimento trata primeiro condições clínicas e hemorragia e organiza a preservação do segmento. Contaminação por mordedura exige limpeza e avaliação de profilaxias e antibióticos conforme o caso; não é, por si só, razão para descartar qualquer tentativa reconstrutiva.
A resposta D é a melhor alternativa oferecida porque prioriza avaliar o reimplante. “Tentativa” não promete sobrevivência nem elimina a necessidade de um plano alternativo. A decisão final depende da viabilidade do segmento, dos vasos e das condições do paciente.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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