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Questão de Amputações e reimplantes (USP-SP 2025)

Mão e punhoAmputações e reimplantesUSP-SP 2025

Paciente vítima de mordedura de cão chega ao prontosocorro com lesão em região de segmento cefálico e partes amputadas, conforme imagens a seguir: Em relação à amputação da orelha, assinale a alternativa correta.

Figura da questão mao-1291
Figura da questão mao-1291
  1. O reimplante deve ser tentado, uma vez que frequentemente existem vasos passíveis de anastomose microcirúrgica.
  2. A cartilagem auricular deve ser armazenada em um pocket subcutâneo na região abdominal para posterior reimplantação.
  3. Caso não seja possível realizar o reimplante, os melhores resultados são através de reconstrução tardia com cartilagem costal e, caso seja necessário, cobertura com retalho de fáscia temporal.
  4. A cartilagem deve ser recolocada no lugar, e caso não haja cobertura adequada um retalho de fáscia temporal pode ser utilizado. Os resultados geralmente são bons.
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Gabarito: C · Caso não seja possível realizar o reimplante, os melhores resultados são através de reconstrução tardia com cartilagem costal e, caso seja necessário, cobertura com retalho de fáscia temporal.

Conceito-chave

Na amputação da orelha, é preciso preservar tanto o segmento quanto as possibilidades de reconstrução futura. A orelha combina pele fina e cartilagem com relevo complexo. Fazer um fragmento sobreviver e obter uma orelha com forma adequada não são necessariamente o mesmo resultado.

O reimplante microvascular pode oferecer bons resultados quando há vasos apropriados e equipe disponível. A dificuldade inclui encontrar veias e controlar congestão. A existência de uma pequena orelha amputada na fotografia não prova, isoladamente, que os vasos sejam utilizáveis ou inutilizáveis.

A alternativa C descreve o cenário em que o reimplante não é possível: reconstrução tardia com estrutura de cartilagem costal e cobertura adequada, podendo empregar fáscia temporal conforme as condições locais. O intervalo permite planejar a forma e utilizar tecidos cuja preservação importa para o resultado.

EstratégiaLimitação relevante
Reimplante microvascularDepende de vasos e de manejo da drenagem
Reposição como enxerto compostoSobrevivência varia com tamanho e condições do segmento
Armazenamento indiscriminado da cartilagemPode preservar tecido sem garantir estrutura útil para reconstrução
Cobertura fascial imediata de toda a cartilagemPode gerar retração e consumir uma opção importante para reconstrução futura

A revisão sistemática consultada favorece reimplante quando viável e recomenda cautela com técnicas que alteram a pele peri-auricular ou utilizam precocemente fáscia temporoparietal. Fibrose e reabsorção podem prejudicar contorno e opções futuras.

Portanto, C não significa que toda orelha amputada deva aguardar reconstrução tardia. É correta pela condição explícita “caso não seja possível realizar o reimplante”. A possibilidade microvascular de A precisa ser avaliada, mas a afirmação de disponibilidade frequente não pode ser presumida a partir da imagem.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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