No que se refere à contratura de Dupuytren, assinale a alternativa correta.
- A anatomia topográfica nervosa e vascular da mão é preservada.
- O risco de complicações não é maior a partir de um segundo procedimento cirúrgico.
- Em um procedimento de contratura recidivante, o processo inflamatório é frequentemente menor.
- As articulações podem estar comprometidas de forma irreversível necessitando de cirurgias de salvamento.
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Conceito-chave
Na contratura avançada de Dupuytren, retirar a corda pode não devolver toda a extensão. A doença começa na fáscia, mas a posição mantida em flexão pode produzir retração de cápsula, placa volar, pele e outras partes moles. Uma articulação rígida continua limitada mesmo quando a tração fascial é removida.
O exame compara déficit ativo e passivo de extensão. Se o dedo não estende passivamente, já existe um componente estrutural que não será resolvido apenas pelo aumento de força extensora. Radiografias e avaliação articular podem mostrar desgaste ou deformidade associados.
| Problema | Implicação |
|---|---|
| Corda com articulação ainda móvel | A liberação pode oferecer maior possibilidade de correção |
| Retração capsuloligamentar | Pode exigir tratamento adicional e limitar a correção |
| Doença recidivada, com cicatriz | Dissecção mais difícil e maior risco neurovascular |
| Articulação destruída ou deformidade irreversível | Pode exigir procedimento de salvamento |
A doença também altera a anatomia dos feixes. Cordas e cicatrizes podem deslocá-los e aproximá-los da superfície. Na recidiva, os planos habituais tornam-se menos claros; não é seguro presumir que vasos e nervos continuam onde estariam numa mão normal.
Cirurgias de salvamento são consideradas quando uma reconstrução preservadora não oferece função razoável. O termo pode incluir artrodese de uma articulação dolorosa ou outras soluções selecionadas conforme viabilidade, deformidade e demanda. Não significa que toda recidiva ou toda contratura importante deva perder o dedo.
O tratamento corrige a limitação e busca função; não elimina a predisposição fibroproliferativa. A decisão precisa equilibrar benefício esperado, risco de dissecção e extensão realmente recuperável. D está correta porque reconhece a possibilidade de dano irreversível, enquanto as demais simplificam uma cirurgia que pode ser complexa.
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