Uma paciente de 66 anos de idade sofreu queda da própria altura com trauma em punho esquerdo. Apresentava dor e deformidade e, ao realizar radiografias, foi evidenciada uma fratura da porção distal do rádio esquerdo. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. Julgue o item: Na imobilização para as fraturas de Colles, pode ser utilizada a posição de leve flexão palmar, desvio ulnar e pronossupinação neutra.
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Conceito-chave
Imobilização da fratura de Colles. A fratura de Colles é a fratura extra-articular do rádio distal com desvio dorsal do fragmento distal, típica de queda com a mão espalmada em idosos. O tratamento conservador inclui redução fechada (tração, acentuação da deformidade e flexão palmar) e imobilização gessada.
Posição recomendada.
- Leve flexão palmar do punho: tensiona o periósteo dorsal íntegro e ajuda a manter o fragmento contra a inclinação dorsal.
- Leve desvio ulnar: mantém a inclinação radial e o comprimento.
- Pronossupinação neutra (ou leve pronação): conforto e controle da rotação.
Posição a evitar. A posição de Cotton-Loder (flexão palmar e desvio ulnar extremos) aumenta a pressão no túnel do carpo, favorece a compressão do nervo mediano e a síndrome dolorosa regional complexa, e causa rigidez dos dedos.
Tipos de imobilização. Pinça de confeiteiro (sugar tong) nos primeiros dias, para controlar a rotação e permitir edema; depois, gesso antebraquiopalmar. Manter a mobilidade dos dedos livre (até a prega palmar distal) é essencial.
Controle. Radiografias semanais nas primeiras duas a três semanas, porque a perda da redução é frequente nas fraturas instáveis.
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