Uma paciente de 66 anos de idade sofreu queda da própria altura com trauma em punho esquerdo. Apresentava dor e deformidade e, ao realizar radiografias, foi evidenciada uma fratura da porção distal do rádio esquerdo. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. Julgue o item: Para esse tipo de fratura, a classificação de Fernandez é embasada no mecanismo de trauma, sendo o tipo III de cisalhamento.
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Conceito-chave
Classificação de Fernandez das fraturas do rádio distal. É baseada no mecanismo de trauma, o que ajuda a entender o padrão da fratura, as lesões associadas e a estratégia de fixação.
| Tipo | Mecanismo | Exemplos |
|---|---|---|
| I | Flexão (inclinação) | Colles, Smith (extra-articulares, metafisárias) |
| II | Cisalhamento | Barton dorsal e volar, estiloide radial |
| III | Compressão | Die-punch, fraturas articulares por impactação |
| IV | Avulsão | Estiloide radial e ulnar, associadas a fraturas-luxações radiocárpicas |
| V | Combinado (alta energia) | Fraturas complexas com cominuição e lesões associadas |
Por que o mecanismo importa.
- Tipo I: a cortical do lado da tensão falha e o lado comprimido fica cominuído; tratamento com redução e gesso ou placa, conforme a estabilidade.
- Tipo II: fragmento articular cisalhado que leva o carpo junto; instável, exige placa de suporte (buttress).
- Tipo III: o semilunar ou o escafoide impacta a superfície articular; pode exigir redução articular e enxerto.
- Tipo IV: avulsão ligamentar com instabilidade radiocárpica; requer fixação dos fragmentos e reparo ligamentar.
- Tipo V: alta energia, frequentemente com lesão de partes moles.
Uso também em crianças. Fernandez usou a mesma lógica de mecanismo para orientar o tratamento.
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