Uma paciente de 66 anos de idade sofreu queda da própria altura com trauma em punho esquerdo. Apresentava dor e deformidade e, ao realizar radiografias, foi evidenciada uma fratura da porção distal do rádio esquerdo. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. Julgue o item: Para essa paciente, a idade não configura um sinal de instabilidade da fratura.
- Certo
- Errado
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Conceito-chave
Instabilidade nas fraturas do rádio distal. Uma fratura instável é aquela que, mesmo após redução fechada adequada, tende a perder a redução durante a imobilização. Reconhecê-la na avaliação inicial evita tratamentos conservadores fadados a falhar.
Critérios de Lafontaine. A presença de três ou mais fatores indica alto risco de instabilidade:
- Angulação dorsal inicial maior que 20 graus.
- Cominuição dorsal.
- Extensão intra-articular (radiocárpica).
- Fratura associada da ulna.
- Idade acima de 60 anos.
Por que a idade conta. A osteoporose reduz a qualidade do osso metafisário, e a impactação deixa vazios ósseos que colapsam após a redução. Mackenney e colaboradores mostraram que a idade é um dos preditores mais fortes de perda da redução, junto com a cominuição metafisária e o desvio ulnar (variância ulnar positiva).
Outros fatores modernos. Encurtamento radial (variância ulnar positiva acima de 3 mm), cominuição metafisária volar e dorsal, desvio inicial grande.
Aplicação clínica. Em idosos de baixa demanda, mesmo fraturas instáveis podem ser tratadas com gesso, aceitando alguma consolidação viciosa, porque o resultado funcional costuma ser bom. Mas a idade continua sendo um fator de instabilidade.
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