Um paciente com 12 anos com diagnóstico de sequela de paralisia obstétrica alta tipo Erb Duchenne foi indicado para tratamento cirúrgico. O procedimento indicado, preconizado por Sever-L'episcopo, tem como objetivo a melhora da:
- adução do ombro;
- abdução do ombro;
- rotação medial do braço;
- rotação lateral do braço;
- extensão do cotovelo.
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Conceito-chave
Paralisia obstétrica do plexo braquial tipo Erb-Duchenne. É a forma mais comum, por lesão das raízes C5 e C6 (às vezes C7) durante o parto, geralmente por tração lateral da cabeça em partos com distocia de ombro.
Músculos afetados. Deltoide, supraespinal, infraespinal e redondo menor (rotadores externos), bíceps, braquial e supinadores.
Postura típica. Ombro em adução e rotação medial (interna), cotovelo estendido, antebraço pronado e punho fletido ("gorjeta de garçom"). Os rotadores mediais (subescapular, peitoral maior, grande dorsal, redondo maior), preservados, predominam sobre os rotadores laterais paralisados.
Sequelas.
- Contratura em rotação medial do ombro.
- Displasia glenoumeral progressiva: retroversão da glenoide, subluxação ou luxação posterior da cabeça.
- Dificuldade para levar a mão à boca, à cabeça e às costas.
Cirurgia de Sever-L'Episcopo.
- Liberação dos rotadores mediais contraturados (subescapular, peitoral maior).
- Transferência do grande dorsal e do redondo maior da face anterior para a face posterolateral do úmero.
- Objetivo: transformar esses músculos de rotadores mediais em rotadores laterais e abdutores, melhorando a rotação lateral e a abdução do ombro.
Modificações. Hoffer transferiu os tendões para o manguito rotador (inserção no infraespinal), melhorando a rotação lateral e a abdução. Em articulações já displásicas, pode ser necessária redução aberta ou osteotomia derrotativa do úmero.
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