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Questão de Lesões dos tendões extensores (ENARE R4 Ortopedia 2025)

Mão e punhoLesões dos tendões extensoresENARE R4 Ortopedia 2025

Um paciente de 30 anos sofreu uma lesão cortante no dedo indicador, apresentando dor e incapacidade de estender a falange distal. Ao exame, observou-se dedo em martelo com queda de 25 graus da interfalangeana distal, sem arrancamento ósseo. O tratamento mais indicado nesse caso é:

  1. imobilização com tala gessada por 4 semanas;
  2. uso de órtese de extensão por 6 a 8 semanas;
  3. cirurgia de reparo do tendão extensor;
  4. administração de anti-inflamatórios e fisioterapia;
  5. infiltração com corticosteroides na articulação.
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Gabarito: B · uso de órtese de extensão por 6 a 8 semanas;

Conceito-chave

Dedo em martelo. É a perda da extensão ativa da interfalângica distal (IFD) por lesão do tendão extensor terminal (zona I), com ou sem fragmento ósseo da base da falange distal.

Mecanismo.

  • Fechado (o mais comum): flexão forçada da IFD estendida, como uma bola batendo na ponta do dedo.
  • Aberto: corte ou esmagamento sobre a IFD.

Classificação de Doyle.

  • Tipo I: fechado, com ou sem pequena avulsão óssea.
  • Tipo II: laceração (aberto).
  • Tipo III: abrasão profunda com perda de pele e tendão.
  • Tipo IV: fraturas (IVA fisária em crianças; IVB 20% a 50% da superfície articular; IVC mais de 50%, frequentemente com subluxação volar da falange distal).

Tratamento do dedo em martelo fechado. Órtese em extensão (ou leve hiperextensão) da IFD, mantida continuamente por 6 a 8 semanas, seguida de uso noturno por mais algumas semanas. A interfalângica proximal fica livre. Qualquer flexão durante o período reinicia a contagem. Resultados bons na maioria, mesmo em tratamentos iniciados com algumas semanas de atraso.

Tratamento cirúrgico.

  • Lesões abertas (laceração do tendão): limpeza, sutura do tendão (ou tenodermodese) e órtese.
  • Fraturas com subluxação volar da falange distal ou fragmento grande.
  • Falha do tratamento conservador, em casos selecionados.

Complicação tardia. O dedo em martelo não tratado pode evoluir para pescoço de cisne, pelo desequilíbrio do aparelho extensor.

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