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Questão de Fratura do rádio distal (PUC-SP 2023)

Mão e punhoFratura do rádio distalPUC-SP 2023

Considerando-se os cinco preditores de estabilidade nas fraturas do rádio distal descritos por Lafontaine, o fator que, em particular, parece ser o mais fortemente relacionado à perda de redução tardia é

  1. idade maior que 60 anos;
  2. cominuição dorsal;
  3. angulação dorsal maior que 20°;
  4. fratura da ulna associada.
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Gabarito: –

Conceito-chave

Esta prova (PUC-SP 2023) não tem gabarito oficial confiável no acervo; a resposta indicada é a que a bibliografia sustenta.

Lafontaine descreveu cinco preditores de instabilidade nas fraturas do rádio distal, e entre eles a idade acima de 60 anos é o que parece mais fortemente relacionado à perda tardia da redução (colapso que acontece semanas depois, já no gesso).

Os cinco critérios

  1. angulação dorsal maior que 20 graus;
  2. cominuição dorsal;
  3. fratura intra-articular;
  4. fratura associada da ulna;
  5. idade acima de 60 anos.

Por que a idade pesa tanto no colapso tardio

O osso osteoporótico do idoso não sustenta a redução: a metáfise esmagada se compacta aos poucos e o fragmento distal volta a cair. Estudos posteriores confirmaram:

  • Mackenney (2006): idade e cominuição metafisária são os principais preditores de perda da redução, precoce e tardia;
  • Nesbitt (2004): a idade (acima de cerca de 58 anos) foi o fator mais significativo de falha do tratamento conservador.

Na prática

No idoso de baixa demanda, perder alguma redução nem sempre muda o resultado funcional (vários ensaios mostram resultados semelhantes com gesso e com placa acima de 65 anos). Já no idoso ativo e no jovem, a instabilidade prevista é argumento para fixação.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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