Doyle propôs as seguintes técnicas para reparo do tendão extensor:
- Zona 1: sutura contínua incorporando pele e tendão;
- Zona 2: sutura contínua 5-0 próximo a borda do tendão, complementada por ponto cruzado na superfície volar do tendão;
- Zonas 3 a 5: ponto de Kessler modificado de material sintético 4-0 na parte mais grossa do tendão; não recomenda ponto cruzado complementar;
- Zonas 6 e 7: igual âs zonas 3 a 5, exceto pelo ponto cruzado que é executado apenas na superfície dorsal do tendão.
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Conceito-chave
O tendão extensor muda ao longo do dedo e da mão. Os tendões extensores são finos, achatados e largos nos dedos, e mais grossos e arredondados no dorso da mão e no antebraço. Por isso, a técnica de sutura precisa se adaptar a cada zona (classificação de Verdan e Kleinert, de 1 a 9, numeradas de distal para proximal; as zonas ímpares ficam sobre as articulações).
As recomendações de Doyle (Green's Operative Hand Surgery).
| Zona | Local | Técnica proposta |
|---|---|---|
| 1 | Interfalângica distal (dedo em martelo aberto) | Sutura contínua que incorpora pele e tendão (dermatotenodese), ou sutura direta do tendão; IFD em extensão com fio ou órtese |
| 2 | Falange média | Sutura contínua fina (5-0) próxima à borda cortada, complementada por um ponto cruzado na superfície dorsal do tendão |
| 3 a 5 | Interfalângica proximal, falange proximal, metacarpofalângica | Pontos centrais (tipo Kessler modificado ou similares) de fio sintético 4-0 na parte mais grossa do tendão, complementados por sutura epitendínea |
| 6 e 7 | Dorso da mão e punho | Tendão mais grosso: pontos centrais mais fortes, complementados por sutura epitendínea contínua em toda a circunferência |
A zona 1: a dermatotenodese. Na lesão aberta sobre a IFD, o tendão é muito fino e fica colado à pele, e não há espaço para pontos centrais. Doyle propôs uma sutura contínua que passa pela pele e pelo tendão juntos, fechando as duas camadas como uma só. A IFD é mantida em extensão (com fio de Kirschner transarticular ou órtese) por cerca de 6 semanas. Os pontos são retirados em 10 a 12 dias.
Por que as outras alternativas não correspondem.
- Na zona 2, o ponto cruzado complementar é feito na superfície dorsal do tendão, e não na volar (a face volar fica sobre o osso e não é acessível sem grande dissecção).
- Nas zonas 3 a 5, recomenda-se complementar os pontos centrais com uma sutura epitendínea.
- Nas zonas 6 e 7, a sutura epitendínea complementar envolve o tendão, e não apenas a superfície dorsal.
A reabilitação. Os protocolos de mobilização precoce controlada (órteses dinâmicas, protocolos de movimento ativo curto) melhoram os resultados das zonas 4 a 7 em comparação com a imobilização completa.
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