Nas tenossinovites piogênicas dos tendões flexores, o sinal considerado por Kanavel como mais confiável e reprodutível é
- a posição do dedo em semiflexão;
- edema fusiforme do dedo;
- sensibilidade excessiva no curso da bainha tendínea;
- dor excruciante â extensão passiva do dedo.
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Conceito-chave
Esta prova (PUC-SP 2023) não tem gabarito oficial confiável no acervo; a resposta indicada é a que a bibliografia sustenta.
Kanavel descreveu quatro sinais cardinais da tenossinovite flexora piogênica e considerou a sensibilidade (dor à palpação) ao longo do trajeto da bainha como o mais confiável e reprodutível, porque ela localiza a infecção dentro da bainha, diferenciando-a de infecções do subcutâneo, da polpa ou da articulação.
Os quatro sinais
- dedo em semiflexão (posição de maior volume da bainha);
- edema fusiforme (dedo em salsicha);
- dor intensa à extensão passiva;
- dor à palpação ao longo da bainha flexora (o mais valorizado por Kanavel).
O que dizem os estudos modernos
Em séries recentes (Kennedy e colaboradores), o edema fusiforme e a dor à extensão passiva aparecem como os mais sensíveis e frequentes, e a dor à extensão passiva costuma ser o sinal mais precoce. Nenhum sinal isolado é perfeito: o diagnóstico é clínico, apoiado em marcadores (PCR, leucócitos) e, em dúvida, ultrassom (líquido na bainha).
Anatomia e disseminação
- indicador, médio e anular: bainhas isoladas da A1 à IFD;
- polegar e mínimo: bainhas contínuas com as bolsas radial e ulnar, que se comunicam pelo espaço de Parona, permitindo o abscesso em ferradura.
Tratamento
Quadros muito precoces: antibiótico venoso, elevação, órtese, reavaliação frequente. Estabelecidos: drenagem e irrigação da bainha (técnica fechada de Neviaser, com incisões na A1 e na A5, ou aberta).
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