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Questão de Fibrocartilagem triangular e punho ulnar (PUC-SP 2023)

Mão e punhoFibrocartilagem triangular e punho ulnarPUC-SP 2023

Está ERRADO sobre as lesões da fibrocartilagem triangular:

  1. A maioria das lesões traumáticas resulta de injúria rotacional aguda ao antebraço, combinada a carga axial e distração na borda ulnar, ou queda sobre o punho em pronação e extensão;
  2. A maior das lesões agudas e isoladas não requer tratamento;
  3. A incidência das lesões associadas a fraturas do rádio distal é estimada entre 13 e 45% utilizando-se métodos de imagem ou inspeção cirúrgica;
  4. Apesar de alta a incidência das lesões associadas a fraturas do rádio distal, a incidência das lesões persistente é muito maior.
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Gabarito: –

Conceito-chave

Esta prova (PUC-SP 2023) não tem gabarito oficial confiável no acervo; a resposta indicada é a que a bibliografia sustenta.

As lesões do complexo da fibrocartilagem triangular (CFCT) são causa frequente de dor ulnar no punho, e a questão pede a afirmação errada sobre a epidemiologia e o manejo.

Mecanismos

  • traumático: rotação forçada do antebraço (principalmente hiperpronação) com carga axial, distração da borda ulnar, queda sobre a mão estendida em pronação;
  • degenerativo: sobrecarga crônica por ulna longa (impacto ulnocarpal).

Associação com fratura do rádio distal

  • lesões do CFCT estão presentes em grande parte das fraturas do rádio distal (estimativas de 13% a 45%, ou até mais em estudos artroscópicos, dependendo do método);
  • porém, a instabilidade persistente da radioulnar distal ou a dor ulnar crônica atribuída a elas é muito menos frequente do que a lesão aguda: a maioria cicatriza ou fica assintomática depois que o rádio é bem reduzido. Por isso a afirmação D (persistência maior que a incidência) está errada;
  • a fratura da base do estiloide ulnar e o alargamento da radioulnar distal sugerem lesão foveal com instabilidade.

Manejo

  • a maioria das lesões agudas isoladas responde a tratamento conservador (órtese, modificação de atividade, fisioterapia, infiltração) por 6 a 12 semanas;
  • cirurgia para dor persistente ou instabilidade: desbridamento (1A), reparo periférico ou foveal (1B), encurtamento da ulna ou Wafer (degenerativas), reconstrução (Adams) para instabilidade irreparável.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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