Em relação às sindactilias:
- Bilateral em 80% dos casos.
- Predominância de homens 4: 1 mulher.
- Comissuras mais afetadas 3° (57%), 4° (27%). 1° e 2° são menos.
- Quando associada a outras síndromes, a 1° e 2° comissuras não são afetadas.
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Conceito-chave
A sindactilia é uma das malformações congênitas mais comuns da mão, com incidência em torno de 1 em 2.000 a 2.500 nascidos vivos.
Epidemiologia
| Dado | Valor aproximado |
|---|---|
| Bilateralidade | Cerca de 50% (não 80%) |
| Sexo | Mais comum em meninos (cerca de 2:1), não 4:1 |
| Herança | Familiar em cerca de 10% a 40%, frequentemente autossômica dominante com penetrância variável |
| Comissura mais acometida | 3ª (médio-anular), cerca de 57% |
| 4ª (anular-mínimo) | Cerca de 27% |
| 2ª | Cerca de 14% |
| 1ª (polegar-indicador) | Rara (cerca de 3% a 5%) |
Nas formas sindrômicas (Apert, Poland, banda de constrição, sindactilia complexa), qualquer comissura pode ser acometida, inclusive a 1ª e a 2ª: na síndrome de Apert, por exemplo, há fusão de vários dedos com o polegar muitas vezes incluído.
Por que a 3ª comissura
No desenvolvimento, a separação dos raios começa pelo lado radial e ulnar e termina no centro; a 3ª comissura é a última a se separar, e por isso é a mais vulnerável a falhas.
Implicações para o tratamento
- as sindactilias das comissuras centrais (3ª) podem ser operadas mais tarde (12 a 24 meses), porque os dedos têm comprimento semelhante;
- as de borda (1ª e 4ª), mais cedo (cerca de 6 meses), pela diferença de comprimento.
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