Na paroníquea crônica,
- o eponíqueo encontra-se cronicamente amolecido e arredondado.
- mais comum em mulheres idosas.
- o organismo mais comumente associado é a Cândida albicans.
- mais comum em homens.
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Conceito-chave
A paroníquia crônica é a inflamação persistente (mais de 6 semanas) das pregas ungueais, com perda da cutícula e entrada de irritantes e microrganismos no espaço sob a prega.
Quem tem
- mulheres, sobretudo de meia-idade e idosas;
- trabalho com mãos úmidas: domésticas, cozinheiras, faxineiras, lavadeiras, bartenders, profissionais de saúde;
- diabetes, imunossupressão, uso de retinoides e antirretrovirais.
Quadro
- prega ungueal espessada, arredondada e endurecida, eritematosa, com perda da cutícula;
- vários dedos acometidos;
- unha com estrias transversais e descoloração;
- surtos de agudização com pus.
Etiologia
A visão atual é de dermatite irritativa ou de contato crônica; a *Candida albicans* é frequentemente isolada (colonização secundária), e bactérias podem causar surtos agudos.
Tratamento
- afastar a umidade e os irritantes (luvas de algodão sob luvas de borracha);
- corticoide tópico potente (primeira linha moderna), associado ou não a antifúngico tópico;
- casos refratários: marsupialização do eponíquio (excisão em crescente da prega proximal) ou retirada da unha com excisão da prega;
- diferencial importante: carcinoma espinocelular e melanoma amelanótico do aparelho ungueal, que se disfarçam de paroníquia crônica. Biópsia se não responder.
Paroníquia aguda (para comparação)
Geralmente *S. aureus*, após trauma da cutícula (manicure, roer unhas); drenagem elevando a prega ou retirando parte da unha.
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