Em relação à pele da região volar da mão,
- é semelhante à pele do dorso.
- é semelhante ao resto do corpo.
- não existem terminações nervosas especializadas encapsuladas.
- não existem estruturas pilosebáceas.
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Conceito-chave
A pele palmar é especializada para a preensão e para a sensibilidade fina, e é bem diferente da pele dorsal e do resto do corpo.
Características da pele volar (glabra)
- sem pelos e sem glândulas sebáceas (sem estruturas pilossebáceas);
- muitas glândulas sudoríparas écrinas (o suor aumenta o atrito e a aderência na preensão; base do teste da sudorese na lesão nervosa);
- epiderme espessa, com camada córnea grossa e camada lúcida;
- cristas papilares (impressões digitais), que aumentam o atrito e a sensibilidade;
- presa à fáscia por septos fibrosos verticais (ligamentos de Grayson e Cleland nos dedos, septos de Legueu e Juvara na palma): a pele não desliza, o que estabiliza a preensão, mas dificulta o fechamento de feridas e a mobilização de retalhos;
- rica em mecanorreceptores encapsulados: corpúsculos de Meissner (toque leve, vibração de baixa frequência), Pacini (vibração alta, pressão profunda), terminações de Ruffini; e discos de Merkel (pressão, textura).
Pele dorsal
Fina, elástica, móvel, com pelos e glândulas sebáceas, frouxamente presa: permite a flexão dos dedos e acumula edema (por isso a mão edemaciada incha mais no dorso, mesmo quando a lesão é palmar).
Implicações na reconstrução
Para reconstruir a palma e a polpa, o ideal é pele glabra ("substituir igual por igual"): retalhos locais da palma, enxertos de pele total da região hipotenar ou do arco plantar medial, retalhos digitais. Pele com pelos ou muito móvel funciona mal na preensão.
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