Na classificação de Massada para deformidades no antebraço devido à exostose múltipla hereditária, o tipo mais comum é:
- Tipo I.
- Tipo 2 a.
- Tipo 2 b.
- Tipo 3.
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Conceito-chave
Na exostose múltipla hereditária (osteocondromatose múltipla), o antebraço é deformado em 30% a 60% dos pacientes. Os osteocondromas da ulna distal são os mais problemáticos: a ulna distal é responsável por grande parte do crescimento do osso, e os osteocondromas roubam esse crescimento, deixando a ulna curta.
Consequências da ulna curta
- o rádio, preso à ulna curta, se curva (arqueamento) e inclina a superfície articular para ulnar;
- desvio ulnar da mão e translocação ulnar do carpo;
- em casos graves, luxação da cabeça do rádio.
Classificação de Masada
| Tipo | Descrição |
|---|---|
| I | Osteocondroma na ulna distal, ulna curta, rádio curvado, sem luxação da cabeça do rádio (o mais comum) |
| IIa | Osteocondroma na ulna distal + luxação da cabeça do rádio + osteocondroma no rádio proximal |
| IIb | Luxação da cabeça do rádio sem osteocondroma no rádio proximal (ulna muito curta) |
| III | Osteocondroma no rádio distal com encurtamento relativo do rádio |
Tratamento
- excisão dos osteocondromas da ulna distal e alongamento da ulna (osteotomia com fixador externo, distração gradual), às vezes com osteotomia corretiva do rádio;
- hemiepifisiodese do rádio distal para guiar o crescimento;
- luxação da cabeça do rádio: ressecção da cabeça em adultos sintomáticos, ou alongamento da ulna para tentar reduzi-la em crianças.
Genética: autossômica dominante, mutações em EXT1 e EXT2. Risco de malignização (condrossarcoma secundário) de cerca de 1% a 5% ao longo da vida: dor ou crescimento após a maturidade esquelética exige investigação.
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