As bandas de Fontana são
- uniões entre os fascículos sensitivos e motores.
- zonas de espessamento do epineuro externo.
- zonas de espessamento do epineuro interno.
- áreas de redundância das fibras nervosas nos fascículos.
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Conceito-chave
As bandas de Fontana são faixas transversais claras e escuras que se veem na superfície do nervo periférico. Elas correspondem ao trajeto ondulado (em zigue-zague) das fibras nervosas dentro dos fascículos, uma redundância de comprimento que permite ao nervo ser estirado sem lesar as fibras.
Por que o nervo precisa dessa folga
Os nervos acompanham articulações que mudam muito de comprimento (o mediano e o ulnar se alongam vários centímetros entre a flexão e a extensão do cotovelo e do punho). A ondulação das fibras e a elasticidade do perineuro e do epineuro absorvem esse estiramento. Quando o nervo é tracionado, as fibras se retificam e as bandas de Fontana desaparecem: sinal de que o nervo está sob tensão.
Importância cirúrgica
- durante o reparo nervoso, o desaparecimento das bandas de Fontana indica tensão excessiva na sutura;
- estiramentos acima de cerca de 8% a 10% reduzem o fluxo sanguíneo intraneural, e acima de cerca de 15% causam isquemia e lesão;
- por isso, se o reparo exige tensão, usam-se enxertos, condutos ou transposições, em vez de forçar a coaptação.
Estrutura do nervo, para lembrar
Axônio e mielina → endoneuro (cada fibra) → perineuro (cada fascículo; barreira e resistência à tração) → epineuro interno (entre fascículos) e epineuro externo (envoltório do nervo) → mesoneuro (tecido de deslizamento que leva os vasos).
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