No pré operatório, para realização de um retalho livre, o débito urinário alvo do paciente adulto deve ser de mais de:
- 50ml/h.
- 70ml/h.
- 80ml/h.
- 100ml/h.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A microcirurgia depende de um paciente bem perfundido: a anastomose e o retalho sofrem com hipovolemia, vasoconstrição e hipotermia. O preparo e o manejo perioperatório fazem parte do sucesso tanto quanto a técnica.
Os pilares do manejo perioperatório de retalhos livres
| Parâmetro | Meta | Por quê |
|---|---|---|
| Volume | Reposição adequada, débito urinário em torno de 0,5 a 1 mL/kg/h (alguns protocolos pedem mais) | Hipovolemia gera vasoconstrição periférica e trombose |
| Hematócrito | Cerca de 30% a 35% | Hemodiluição moderada melhora o fluxo na microcirculação |
| Temperatura | Normotermia (aquecer a sala, mantas térmicas) | Frio causa vasoconstrição |
| Pressão arterial | Média adequada, evitar hipotensão | Perfusão do retalho |
| Vasopressores | Evitar quando possível (uso criterioso é aceito) | Vasoconstrição |
| Dor e ansiedade | Analgesia eficaz, bloqueios regionais (simpatectomia química) | Catecolaminas causam vasoespasmo |
| Tabaco, cafeína | Proibidos | Vasoconstrição |
Monitorização do retalho
- cor, temperatura, turgor, enchimento capilar e sangramento à punção, de hora em hora nas primeiras 24 a 72 horas;
- Doppler portátil, Doppler implantável, oximetria tecidual (NIRS);
- a maioria das tromboses ocorre nas primeiras 24 a 48 horas, e o resgate é mais bem-sucedido quando a reexploração é precoce;
- trombose venosa é mais comum que a arterial.
A banca considerou como meta um débito urinário acima de 100 mL/h no pré-operatório; a ideia por trás é garantir que o paciente esteja bem hidratado, sem hipovolemia, antes de iniciar a cirurgia.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo