Com relação à classificação de Narakas, para paralisia braquial obstétrica, qual dos grupos abaixo apresenta 90% de chance de recuperação espontânea?
- Grupo I.
- Grupo II.
- Grupo III.
- Grupo IV.
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Conceito-chave
A classificação de Narakas divide a paralisia braquial obstétrica (PBO) em quatro grupos pela extensão das raízes acometidas, e o prognóstico piora a cada grupo.
Classificação de Narakas
| Grupo | Raízes | Quadro | Recuperação espontânea |
|---|---|---|---|
| I | C5 e C6 (Erb clássica) | Ombro e flexão do cotovelo paralisados; punho e dedos normais | Cerca de 90% |
| II | C5, C6 e C7 (Erb estendida) | Também perda da extensão do punho e dos dedos (gorjeta de garçom) | Cerca de 65% |
| III | C5 a T1, sem Horner | Paralisia total do membro (flácido) | Menos de 50% |
| IV | C5 a T1, com síndrome de Horner | Paralisia total + Horner (avulsão de T1) | Muito pior |
Fatores de risco
Recém-nascidos grandes (macrossomia), distocia de ombro, parto instrumental, parto pélvico (associado a lesões de C5 e C6 bilaterais e avulsões altas), diabetes materno.
Avaliação e indicações cirúrgicas
- exame seriado; a recuperação da flexão do cotovelo (bíceps) até os 3 meses é o marcador clássico de bom prognóstico (Gilbert e Tassin); o Toronto Test Score e o teste do biscoito (cookie test) aos 9 meses ajudam;
- indicação de microcirurgia do plexo (neurólise, enxertos, transferências nervosas): ausência de recuperação do bíceps aos 3 a 6 meses, lesões totais com Horner (cirurgia precoce);
- sequelas no ombro (contratura em rotação interna, displasia glenoumeral, deformidade posterior da glenoide) são o principal problema a longo prazo; tratadas com liberações, transferências (grande dorsal e redondo maior para rotação externa) ou osteotomia de rotação do úmero.
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