O padrão de vascularização do semilunar mais comum associado à Doença de Kienböck é em
- X.
- I.
- Y.
- V.
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Conceito-chave
A irrigação do semilunar foi estudada por Gelberman, que descreveu três padrões intraósseos. A doença de Kienböck é mais associada ao padrão com menos redundância.
Padrões de Gelberman
| Padrão | Frequência aproximada | Descrição |
|---|---|---|
| Y | Cerca de 59% | Vasos dorsais e volares que se unem em Y |
| I | Cerca de 31% | Um vaso dorsal e um volar em linha única, sem ramificação rica |
| X | Cerca de 10% | Cruzamento de vasos dorsais e volares |
Além disso, cerca de 7% a 20% dos semilunares têm vasos entrando por uma única superfície (só volar), o que os torna mais vulneráveis.
Por que o padrão I é o de maior risco
Com um único eixo vascular, uma lesão (por microtrauma, fratura, compressão) interrompe toda a irrigação, e o osso não tem circulação colateral. Somam-se fatores mecânicos:
- variância ulnar negativa (ulna curta, mais carga do rádio sobre o semilunar);
- inclinação radial menor;
- semilunar com menor área de contato com o rádio;
- aumento da pressão intraóssea por congestão venosa.
Na prática
A etiologia de Kienböck continua sem explicação única: combina vulnerabilidade vascular, sobrecarga mecânica e talvez fatores venosos. A RM com contraste mostra a perfusão (padrão de necrose, edema e revascularização), e a classificação de Lichtman e a avaliação artroscópica de Bain e Begg orientam o tratamento.
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